Vídeo – Que futuro para os museus do Algarve? (I Jornadas da Rede de Museus do Algarve)

Museus do Algarve

Por Jorge Queiroz (Museu de Tavira)

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Vídeo – Encerramento das I Jornadas da Rede de Museus do Algarve

Museus do Algarve

Por Emanuel Sancho (Museu do Traje de S. Brás de Alportel)

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Redes de Museus XII – O Caso da Rede de Museus dos Açores

O caso da Rede de Museus dos Açores surge de tempos a tempos nas notícias. No passado mês de novembro, o secretário regional de cultura, Avelino Meneses anuncia que os museus dos Açores se deverão articular em rede. Ver artigo  no sitio do governo regional aqui .

Talvez com alguma deficiência de informação anunciava que esta rede articularia as coleções visitáveis. Estruturas que estão disponíveis na lei portuguesa de museus de 2004, e já referida na Recomendação da UNESCO de 2015.

A ideia passaria também por ter museus regionais em cada ilha, e permitir que entre eles se criassem sinergias.

Na altura em que escrevemos estas linhas desconhecemos o desenvolvimento e grau de irradiação desta ideia.

Contudo uma ideia não pode deixar de ser referidas. O desconhecimento do que está a ser feito, seja no continente, seja nas Regiões Autónomas, aconselharia, no mínimo a que se procedesse a uma inventariação das experiências que estão no terreno. O que é que está  ser feito e seus resultados, antes de voltar a implementar as ideias centralistas que presidiram à ação da velha Rede Portuguesa de Museus

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Redes de Museus XI – O caso da Rede de museus da Madeira

Corria o ano de 1998. Lisboa celebrava a vida nos oceanos na Exposição Universal.  Na Região da Madeira concluía -se  o novo aeroporto, que para alem de acrescentar segurança, permitia a aterragem de aviões maiores. E aviões maiores significava mais turistas de mais lugares. O turismo era e continua a ser a especialização económica da ilha. Por imposição da Comissão Europeia, o expectável crescimento turístico teria que  ser sustentável tendo em atenção os limites de capacidade  de acolhimento da ilha.

Isso levou a elaboração dum Plano de Ordenamento Turístico, que analisou a ilha de diferentes maneiras. Acompanhamos, nessa altura a avaliação e diagnostico das atividades culturais e nele propusemos, entre outras medidas a criação dum Rede de Museus que permitissem potenciar o marketing desses valiosos equipamentos.

A Direção Regional de Cultura avançou com a ideia e ainda hoje esse rede funciona. A rede de museus da Madeira pode ser vista nesta ligaçao.

https://museus.madeira.gov.pt/Apresentacao

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Ensaios de Museologia Nómada

Bairro Mouro

Experiências de Museologia na Cidade

 

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Redes de museus X – Rede de museus de Lisboa

Como é costume, Lisboa costuma ser usada como laboratório administrativo. É em relação a reforma administrativa das freguesias, quando antecipando em alguns meses o que se passou no país. É-o em relações a certas varas criminais, onde aqui são testados tribunais específicos, antes de se alargar ao país (o caso, por exemplo da violência domestica e bulling nas escolas). Assim o é também na política museológica.

Na capital cruzam-se vários tipos de museus. Nacionais, Municipais, Privados, centros culturais, centros de interpretação, com diferentes tutelas e formas de regulação.

Na sua distribuição espacial, ganham relevância dois espaços. O eixo Ajuda Belém, alvo dum plano especial que já fez correr muita tinta, e o espaço museológico do Lumiar, constituído por dois museus nacionais e um parque urbano. Ambos tem percursos diferenciados. O primeiro, resulta da transformação urbana que é fortemente influenciado pela história e pela elegia da portugalidade, o segundo, marcado pelo gosto barroco da aristocracia. Em ambos os espaços, contudo, a Câmara de Lisboa, embora com uma palavra no âmbito do planeamento, não efetua uma gestão direta.

A gestão direta dos equipamentos museológicos camarários é feita em vários equipamentos, que recentemente passaram por uma reforma administrativa. Assim o museu de Lisboa, onde se contava a história da cidade passou por um processo de restruturação. O edifício do museu, um palácio do século XVIII (Palácio Pimenta) no Campo Grande, passou a ser a sede de um conjunto de equipamentos municipais (que incluem o Museu Bordalo Pinheiro, O Museu de Santo António, A Casa dos Bicos, o Teatro Romano, na rua de são Tomé e o Torreão Poente do Terreiro do Paço).

A alteração do nome é subtil, pois anteriormente era conhecido como Museu da Cidade, embora na linguagem comum toda a gente se referisse ao espaço como o Museu de Lisboa, pois era essa a cidade. No entanto a alteração não é apenas o nome. Pois agora o espaço assume-se como do território, integrando os “núcleos”. Note-se uma sede e núcleos, fazem uma estrutura polinucleada.

Mas a alteração mais profunda não será só essa. Pois para além destas reformas, na cidade de Lisboa, os vários equipamentos culturais, museológicos, teatros e galerias, passaram, em 2016, para a administração da EGEAC, uma empresa municipal que faz a gestão dos equipamentos e da animação cultural na cidade, incluindo as “Festas de Lisboa”, um mega evento que em 1991 passou a incluir todo o mês de junho, em toda a cidade. (curiosamente, esta empresa não tutela as bibliotecas de Lisboa, certamente porque estas não atraem turistas, ou os filhos dos turistas não são um “target”).

É certo que em muitos destes equipamentos a alteração foi benéfica. Foi possível reorganizar as receitas e o pessoal. Uma gestão por empresa municipal é diferente dos mecanismos das administração pública, sendo mais fácil operacionalizar. É evidente que uma gestão deste tipo tem vantagens e desvantagens.

Regressando á questão das redes de museus e dos seus núcleos, este será certamente um caso que valerá a pena analisar pois Lisboa vive num momento de forte densidade de turismo, com receitas que deverão ser bastante significativas e permitem sem dúvida alguma sustentabilidade nestes equipamentos. Todos conhecemos a excelência da programação cultural nos teatros municipais.

A questão que se coloca é saber se este modelo polinucleado de empresa municipal, ancorado no turismo e na gestão da economia cultural pode ser usado noutras zonas do país, sobretudo form do contexto urbano.

Analisar estes caso é o tipo de trabalhos que o Observatório das Atividade Culturais deveria fazer para assessorar o Ministro da Cultura e o conselho Nacional de Cultura. Por exemplo, ao olharmos para o mapa da EGEAC podemos verificar que todos estes equipamentos se encontram no Centro da cidade. Exatamente nos lugares onde os residentes de Lisboa estão a desaparecer. Onde está a função social do museu de Lisboa.

Certamente nos responderão com as freguesias, embora eu tenha algumas dúvidas.

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Foz Côa e o Compromisso Museológico

O nosso bom amigo Pedro Cardoso Pereira, sempre atento à realidade nacional , apresentou aqui hoje uma quadro comparativo sobre dois casos patrimoniais: Foz Côa, que anda nas bocas do mundo, porque dois energúmenos em passeata radical deixaram uma marca adolescente nas figurar pré-históricas, iludindo a ausência de vigilância; e Castro Verde, hoje mesmo elevada à dignidade de “reserva da biosfera da humanidade” pela especificidade da sua paisagem.

Neste último caso vale a pena chamar a atenção para o trabalho patrimonial que tem vindo a ser feito  (eu tenho vindo a acompanhar este caso desde 2006), e será essa a razão que hoje permitiu atingir este ponto. E repara-se, que a lauda vem pelo lado das questões ambientais, e não das questões patrimoniais, cuja compreensão está no cerne de foz Côa.

Ambos os casos consomem milhões. Em Foz Côa nunca chegarão, pois como diz Pedro Cardoso Pereira, esse é um projeto feito de fora da comunidade.

Em Castro Verde, também se terá gasto muitos milhares. Todavia, neste caso, a percepção do benefício que a comunidade está a ter com o trabalho patrimonial, inverte a perceção do gasto, que em vez de consumo desperdiçado se fale de “investimento”. é feito com a comunidade e para a comunidade. Há também muitos turistas, até mias do que em foz Côa, que lá vão em várias alturas do ano.

Chegados a este ponto, entre custo e benefício, coisa que os economistas gostam de fazer sem incluir as externalidades, desconfio não nos resta outro adjetvo se não classficar Foz Côa como  um “elefante branco”.

Vejamos  “se o património é um instrumento de desenvolvimento, onde está o tal desenvolvimento em Foz Côa, feito a partir das gravuras?”. Onde estão os milhões de turistas  que vão estimular a economia local?

E necessário não esquecer que o parque foi uma alternativa duma barragem. Pouco importa hoje que os lugares onde foram construídas barragens sejam também ele lugares em recessão, demográfica e económica. A questão que se coloca nesta caso é mesmo saber se como a cultura gera desenvolvimento.

A resolução do problema é até bastante simples. Chama-se o método democrático. Reúnem-se as pessoas e debate-se o que se quer fazer com aquilo até encontrar um compromisso. (note-se que não escrevi consenso). E depois constrói-se a partir daí.

A grande incógnita desta equação é saber quem é que sabe construir o compromisso. Durante estes anos todos sabemos quem foram e sabemos que não souberam fazer o que era necessário ser feito.

A menos que todos os habitantes de Foz Côa sejam incorporados na polícia local, não há vigilância nem proteção suficientemente eficaz. A segurança, como todos sabemos está na nossa vigilância do que é nosso. O património só será nosso se deles nos apropriarmos como algo que no é comum.

Não me admirava que se surgissem “colegas” a defender a construção de bunkers de betão, com acesso reservado, ou gaiolas em aço, ou mesmo placas de fibra de vidro ou plicula aderente.

As figuras só poderão estar protegidas se nós, como sociedade, nos apropriarmos delas.

Com em tempo de disse, as figuras não sabem nadar ! Iô!

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