Geo-cultura do mar português

Em 2012, no âmbito dum trabalho de investigação desenvolvido noutro contexto, efetuamos várias viagens pelos lugares de memória[1] da costa portuguesa.

Como temos vindo a usar a metodologia da viagem na eleboração dos diversos diários sobre museologia, vale a pena apresentar aqui o processo de investigação através do qual procuramos refletir sobre a questão da geocultura do mar e sobre o modo como procedemos e trabalhamos o material primário de investigação.

Foi essa metodologia que nos permitiu detetar a discrepância entre os discursos sobre as fundamentações da estratégia do e para om mar com os discursos e narrativas sobre a cultura do mar. Com então concluímos, o assumir dum novo paradigma de especialização económica de Portugal, recentrando na economia do mar, não se pode verificar sem que a cultura do mar, os territórios de mar e os habitantes que usam o mar, sejam mobilizado e motivados para participar nesse movimento. Este trabalho permitiu-nos concluir que os saberes das comunidades não estão a ser mobilizados.

Ver trabalho aqui
herancasdomar


[1] Lugar de memória é um conceito histórico utilizado pelo historiador francês Pierre Nora em Les Lieux de Mémóire) (1984). Preocupado com a volatilidade dos tempos e da sua erosão nos elementos do que se considerava a identidade francesa, procedeu a um diagnóstico exaustivo dos elementos materiais e simbólicos, incluindo os monumentos, as construções relevantes, as festas os museus, arquivos e bibliotecas.

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