Museologia e Inovação Social

Qual é o lugar do conceito de Inovação Social no âmbito da museologia social é a questão orientadora desta discussão.

Neste últimos anos olhamos com alguma incredulidade para a história dos movimentos sociais. Verificamos que novas formas de organização, novas ideias e novos protagonistas da ação social.  Algumas destas ideias são debatidas no âmbito da chamada Inovação Social. trabalhamos neste artigo a questão da conservação e da inovação, uma expressão social da tensão entre tradição e modernidade, que se corporiza em organizações diferentes.

Conceito de Inovação Social prende-se com o tempo de mudança. Uma mudança acentuada das suas diferentes estruturas, das formas de legitimação do poder e dos processos de simbolização que lhe estão associado. Nas nossas sociedades, já claramente globalizadas, esta mudança está  fortemente associada ao domínio tecnológico com base no modelo empresarial. Podemos dizer que uma das tensões que assistimos é a clara hegemonia das formas de regulação pelo mercado. Tudo passa a ser observado no âmbito da lógica do mercado, numa lógica de produção de bens para serem consumidos no mercado em função da lógica de oferte e procura.

No entanto a inovação social é um conceito que apresenta uma lógica para além do mercado. Que o transcende, pois inovação implica a criação do novo. De algo que se vindo do antigo é reaproveitado e se transforma em algo de novo.

A inovação social tem estado muito associada ao campo a  ação social. Por via desta ligação surge muitas vezes ligada à questão da assistência social, do serviço social , das misericórdias e da doutrina social da igreja.

Para a teoria social, o conceito de inovação social representa uma forma de tentar encontrar um conceito de classificação desta atividade  social que o liberte dessa sua semântica original de ligação ao sagrado.

Mas terá que ser, também não deixa de ser verdade que através deste conceito dialogam diferentes forças e atores sociais onde a abordagem social é muito mais olhada como projeto de inclusão das comunidades, de criar capacidades nas populações marginalizadas e excluídas dos processos hegemónicos, que ultrapassam claramente a lógica assistencial.

Ainda assim, ainda que o conceito pareça estar muito próximo a lógica da caritas da tradição judaico cristã, mediante a qual cada crente deve oferecer de uma parte dos seus bens para auxiliar os desfavorecidos, não deixa de ser um fenómeno de  uma prática social de entre-ajuda entre membros da comunidade que existe em diferentes culturas assume diferentes formas de regulação do social.

A inovação social que queremos aqui relevar insere-se nos novos campos da abordagem do social procura a mudança social com base  na satisfação das necessidades humanas, na  inclusão e na participação de todos os membros das comunidade nos processos sociais, e na criação de capacidades nos dos sujeitos, de forma a que todos possam contribuir para o conjunto social. Do eu para o todo e do todo para o eu .

É uma abordagem que se insere na lógica a emancipação social, que procura uma alteração nas relações de poder através da colocação dos atores sociais em dialogo para criar compromissos de ação. 

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