Educação Patrimonial

O nosso bom amigo Pedro Cardoso Pereira defendeu num postal publicado nesta lista Museum em 5 de julho a necessidade de incluir a Educação Patrimonial nos curriculos escolares. Questiona se essa não será uma bandeira que valerá a pena levantar pela organizações do patrimónios.

Estou completamente de acordo com esta proposta. Vários trabalhos sobre a neurociência social tem vindo a evidenciar a relevância das competências e das capacidades desenvolvidas nos primeiros anos de vida para a organização social. E como sabemos a organização social implica conhecer as relações existentes e procurar o modo como cada um se se insere de forma a contribuir para o bem comum.

A educação patrimonial permite desenvolver a capacidade de reconhecimento de si e do outro em contexto. A educação patrimonial permite partir da consciência sobre o local, sobre  ação social da comunidade existente e das suas heranças e criar capacidade de capacidade de iniciativa  no  presente como expressão da vontade de futuro.

A educação patrimonial permite ligar a escola ao meio social envolvente e incluir a participação e criativa das comunidades locais.

A questão em Portugal exige contudo um debate sobre o que se pretende fazer com o Património. como tem vindo a ser referenciado em diferentes locais, as organizações culturais, em particular as do património, apresentam grandes dificuldades em criar uma agenda comum e em associarem-se para atingir objetivos.

São por isso necessário bandeiras. A Educação patrimonial poderá ser uma ideia semiófora?

 

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Sobre Pedro Pereira Leite

Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde desenvolve o projeto de investigação "Heranças Globais: a inclusão dos saberes das comunidades como instrumento de desenvolvimento integrado dos território".(2012-2107) . O projeto tem como objetivo observar a relevâncias no uso da memória social em quatro territórios ligados por processos sociais comuns. A investigação desenvolve-se em Portugal e Espanha, na zona da Fronteira; em Moçambique e no Brasil. (FCT:SHRH/BPD/76601/2011). É diretor de Casa Muss-amb-iki - espaço de Memórias. Intervém no âmbito de pesquisa de redes sociais de memoria.
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