Redes de Museus – XIV – O Registo dos Museus de Portugal

A Direção Geral do Património Cultural continua a prestar um serviço de informação de excelência sobre as políticas museológicas e o panorama museológico em Portugal.

No passado dia 28 de junho o Observatório Ibero Americano de Museus lançou um site informativo sobre  museus da Ibero-América. A ideia base é o de criar uma plataforma digital com  os Registos sobre os  Museus Ibero-americanos (RMI) reunidos num único lugar. Publica essa plataforma com o objetivo de  promover o conhecimento da diversidade museal da Ibero-América entre todas as pessoas que tenham algum interesse nestas instituições.

No RMI encontramos, em forma de fichas, dados fundamentais dos museus integrados no projeto para oferecer um panorama destas instituições no âmbito ibero-americano.

Em Portugal, como não podia deixar de ser incumbe á DGPC ser o interluctor nacional desta plataforma. Até aqui tudo bem. A questão é que para a DGPC, em Portugal apenas existem os Museus da Rede Portuguesa de Museus (RpDM).   São apenas  146 registos sobre museus, os tais  que passaram pela apertada malha inquisitorial do processo de credenciação.  Fora disso não, para a DGPC não há museus, não existem processo museológicos. Este é um país com uma fraca expressão museológica.

A fraca expressão museológica  justifica naturalmente a fragilidade da política museológica nacional, a fragilidade do investimento na património.

É triste ver um país a arder. É triste ver o património natural a arder, com as suas organizações, que existem para as prevenir e remediar, a passarem as culpas para os outros, como se não houvessem óbvias responsabilidades em todos. Como todos aquele e aquelas que trabalham sobre o património natural tem vindo a referia, é necessária uma outra política.

É também muito triste concluir que, 40 anos depois de abril, a política museológica do ministério da cultura tarda em ser democrática e em cumprir a constituição implementando uma política museológica inclusiva, universal e com base na diversidade cultural.

Estamos num tempo em que já não se trata de procurar reverter  as políticas museológica São necessárias outras políticas.

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Sobre Pedro Pereira Leite

Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde desenvolve o projeto de investigação "Heranças Globais: a inclusão dos saberes das comunidades como instrumento de desenvolvimento integrado dos território".(2012-2107) . O projeto tem como objetivo observar a relevâncias no uso da memória social em quatro territórios ligados por processos sociais comuns. A investigação desenvolve-se em Portugal e Espanha, na zona da Fronteira; em Moçambique e no Brasil. (FCT:SHRH/BPD/76601/2011). É diretor de Casa Muss-amb-iki - espaço de Memórias. Intervém no âmbito de pesquisa de redes sociais de memoria.
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