Redes de Museus e Núcleos de Museus (III)

Ainda a propósito das Redes de Museus que estão ativas em Portugal, e que merecem atenção ( e como tenho vindo a defender, constituem relevantes trabalhos no terreno que deverão ser incluídos na necessária renovação da Rede Portuguesa de Museus dos núcleos), alguns amigos atentos chamaram-me a atenção para algumas outras dinâmicas que estão em curso.

Em Évora, a Rede de Museus de Évora que reúne 18 equipamentos e pólos culturais  da cidade, publicos e privados, que tem vindo a ser dinamizado pela ação da Universidada de Évora.

Uma outra rede ativa, a do Património Geomineiro que para além de trabalhos de investigação establece diálogos com o património natural. Uma rede que em Portugal conta com o esforço de José Manuel Brandão, a partir de Lisboa e José Manuel Lopes Cordeiro, a norte na sua Associação para a Proteção do Património Industrial (APPI-TICCIH Portugal)

No próximo mês de setembro, em Alamdén, Espanha – será realizado o XVII Congresso Internacional.

Ainda no campo das redes, de Património Industrial, há que lembrar a Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial (APAI) criada nos anos oitenta (quando não existia o conceito de rede) que tem vindo a criar por todo o país, pela mão de Jorge Custódio , Conceição Serôdio e Graça Filipe, redes informais de arqueologia industrial.

Outras redes haverá certamente.

Valerá a pena acentuar é que existem hoje em portugal diferentes redes, temáticas ou territoriais, que desenvolvem diferentes trabalhos de educação patrimonial. E que estas redes estão vivas e atuantes. No âmbito do seu direito de participação, esta realidade deverá ser consultada no âmbito da necessária revisão da politica publica para os museus portugueses, da sua rede e sobretudo pensar o que é que estas experiências tem de positivo para poderem se usadas como boas práticas.

 

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Sobre Pedro Pereira Leite

Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde desenvolve o projeto de investigação "Heranças Globais: a inclusão dos saberes das comunidades como instrumento de desenvolvimento integrado dos território".(2012-2107) . O projeto tem como objetivo observar a relevâncias no uso da memória social em quatro territórios ligados por processos sociais comuns. A investigação desenvolve-se em Portugal e Espanha, na zona da Fronteira; em Moçambique e no Brasil. (FCT:SHRH/BPD/76601/2011). É diretor de Casa Muss-amb-iki - espaço de Memórias. Intervém no âmbito de pesquisa de redes sociais de memoria.
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