Redes e Núcleos de Museus (II)

A Questão da Rede de Museus e dos seus núcleos está na ordem do dia em Portugal.

Por diversas razões tenho vindo a acompanhar três redes de museus em Portugal: A Rede de Museus do Algarve, A Rede de Museus Rurais do Sul e a Plataforma Transfronteiriça de Museus Museion.

Sei que há outras redes, umas mais dinâmicas outras experiencias esporádicas de trabalho em rede: Rede de Museus do Douro, com sede no Museu homónimo em na Régua, A Rede de Museus do Vinho, com sede na Associação Portuguesa dos Municípios,  A rede dos museus de Beja (ou Baixo Alentejo), a rede de musues do Guadiana.

São redes e plataforma que se têm vindo a organizar em função dos interesses que as aglutinam, através da vontade dos seus dinamizadores.

A Rede Portuguesa de Museus, quando foi criada no inicio do milénio, com a sua vocação centralizadora, não se consegui afirmar como um organismo da política publica museológica. Estas redes que entretanto estão criadas fazem o trabalho que esta rede deveria ter feito.

Dizem-nos que agora se vai discutira a reativação da Rede Portuguesa de Museus.  Dizem-nos ainda que há quem defenda, que os Museus da  Rede deverá criar “núcleos de museus” , uma figura prevista nessa lei e que nunca foi implementada.

Para uns trata-se de dar uma resposta à desconcentração administrativa do estado, Para outros trata.-se de continuar a tentar aplicar uma agenda na cultura, que já se mostrou, na campo dos museus como desadequada ao tempo que hoje se vive. Para outros ainda será um campo de afirmação do protagonismos particulares.

Eu fico sempre um bocado assustado quando uns iluminados decidem o que é melhor para um setor sem terem em atenção as dinâmicas que estão instaladas. O resultado, quase sempre é tornar estéreis os trabalhos que estão a ser feitos e inúteis as iniciativas que não tem correspondência com o real. Um desperdício de recursos num país onde o orçamento da cultura ainda ronda os 0,2 do PIB.

 

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Sobre Pedro Pereira Leite

Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde desenvolve o projeto de investigação "Heranças Globais: a inclusão dos saberes das comunidades como instrumento de desenvolvimento integrado dos território".(2012-2107) . O projeto tem como objetivo observar a relevâncias no uso da memória social em quatro territórios ligados por processos sociais comuns. A investigação desenvolve-se em Portugal e Espanha, na zona da Fronteira; em Moçambique e no Brasil. (FCT:SHRH/BPD/76601/2011). É diretor de Casa Muss-amb-iki - espaço de Memórias. Intervém no âmbito de pesquisa de redes sociais de memoria.
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