Cultural policies for sustainable development

Anita Kangas, Nancy Duxbury & Christiaan De Beukelaer (2017) Introduction: cultural policies for sustainable development, International Journal of Cultural Policy, 23:2, 129-132

Na introdução a este livro os autores partem da contestação de que a função da Cultura está limitada na formulação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, adotados em 2015 pelas Nações Unidas, como uma nova agenda da sociedade internacional. Argumentam que esses limites advêm da “longa duração” dos debates entre teoria da cultura e política cultural sobre o papel da cultura no desenvolvimento. Uma “longa duração” dum debate que marca a segunda metade do século XX.

Depois de analisarem as diferentes variações dos conceitos usados nos debates, quer pelos atores políticos, quer pela academia, os autores propõem 4 funções da Cultura para no Desenvolvimento Sustentável. Primeiro para salvaguardar os práticas culturais sustentáveis e os direitos culturais: em segundo, para “naturalizar” os impactos das organizações e industrias culturais, o terceiro para aumentar a sensibilização e promover a ações e debates sobre a sustentabilidade e as alterações climáticas; e em quarto lugar promover a cidadania ecológica

Os autores defendem que o atual desafio para a formulação de políticas culturais no âmbito do desenvolvimento sustentável é o de ajudar a formular ações e dar orientações no âmbito destas 4 linhas estratégicas.

Este texto será em breve trabalha em função das seguintes questões:

  • o conceito de longa duração, não parece ser adequado na análise da relação entre a cultura e desenvolvimento.
  • A relação entre cultura e desenvolvimento encontra-se expressa em diferentes textos internacionais, onde os atores políticos encontraram um compromisso sobre a sua relação. Por ecemplo a Convenção Universal sobre a Diversidade Cultural (UNESCO,2005). O fato de ela não existir na formulação dos ODS, resulta mais do jogo dos atores políticos e das organizações culturais
  • As quatro linhas estratégicas enunciadas como base das políticas culturais podem ser relevantes, mas necessitam de partir da ação de cidadania e da participação das comunidades, num dialogo político da base para o topo.
  • Verificamos ainda, sem a leitura do livro, que não Hà uma reflexão sobre as redes de comunicação e os novos médias.
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Sobre Pedro Pereira Leite

Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde desenvolve o projeto de investigação "Heranças Globais: a inclusão dos saberes das comunidades como instrumento de desenvolvimento integrado dos território".(2012-2107) . O projeto tem como objetivo observar a relevâncias no uso da memória social em quatro territórios ligados por processos sociais comuns. A investigação desenvolve-se em Portugal e Espanha, na zona da Fronteira; em Moçambique e no Brasil. (FCT:SHRH/BPD/76601/2011). É diretor de Casa Muss-amb-iki - espaço de Memórias. Intervém no âmbito de pesquisa de redes sociais de memoria.
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