Cultura e Dignidade Humana XX – Decisões de Investimento em empresas criativias

Para a criação de empresas criativas é necessário investimento. Vamos aqui deixar de lado empresas da criativas de economia social, onde poderão existir algumas formas complementares das que seguir descrevemos, nomeadamente através de trocas de serviços sem recurso á monetarização. Para iniciar um empreendimento criativo necessário ter algum dinheiro ou produtos para arrancar com a atividade. Dependendo do tipo de atividade, não é necessário criar de imediato uma empresa ou iniciar a coleta como profissional independente, mas é necessário um investimento inicial.

Um investimento que pode ser em tempo, em dinheiro, em produtos já existentes, em oferta de serviços. Normalmente, quando de aplica algum dinheiro, chamemos-lhe capital, esse um investimento pode resultar das popanças pessoas, da família, de amigos, ou outra fonte que possa estar disponível. Nas empresas, para alem do capital inicial, também é possível obter investimento através dos bancos.

Esse é o negócio dos bancos. Emprestar, ou melhor vender dinheiro a troco de um determinado juro, que implica o reembolso do empréstimo acrescido duma remuneração desse capital, sobre a forma de juro, durante um determinado numero de meses. No entanto, para que isso seja possível, o banco exige uma constituição legal, isto é um processo de coleta no estado, uma análise do projeto e, na maioria dos casos garantias. Trata-se duma forma de financiamento que apenas deverá ser pensada a partie duma determinada dimensão de atividade.

A ideia base do empréstimo é juntar concentrar recursos que permita fazer face ao inicio duma atividade, por exemplo para comprar mercadorias, em que depois são vendidas, sendo a receita usada para amortizar o empréstimo e comprar mais mercadorias.

Por várias razões os bancos são recursos que devem ser usados com muita cautela na economia criativa. Eles só concedem empréstimos mediante a viabilidade do projeto. Se eles estiverem convencidos que quem lhes surge é de fato capaz de concretizar esse projeto, se, na sua própria avaliação do projeto, ele mostrar viabilidade no mercado, e sobretudo se as referências foram boas. O registo das atividades passadas é normalmente um indicador que é necessário apresentar. Por isso o banco é um último recurso a usar e que necessita de ser convencido da viabilidade do projeto e das características do empreendedor.

Em qualquer dos casos, seja através de finaciamento próprio ou alheio é necessário que o projeto, o produto ou a atividade consiga ser viável. Há uma linha que determina essa viabilidade. Essa linha é a relação existente entre o custo e a receita numa dada unidade de tempo. Há contudo que ter em atenção a natureza dos custos e a sua incidência ao longo do tempo. Por exemplo, se para fazer um determinado produto é necessário ter uma máquina, ou se para iniciar o trabalho é necessário um computador, o custo de aquisição deverá ser repartido pelo tempo que esse equipamento dura. Por isso apenas uma fração do seu custo deve ser afeta ao produto. Normalmente usam-se como unidade o mês e o ano, o que permite ter uma visão da distribuição ao longo do tempo.

Nos lado dos custos deverão ser colocadas as despesas, com espaços, com maquinaria, com água e energia, com comunicações, com publicidade, com a remuneração das pessoas, com as matérias primas usadas, com os custos financeiros (se houver juros a pagar) e com as despesas fiscais. No lado das receitas, os pagamentos obtido com vendas e outras receitas (por exemplo rendas). Na relação entre estes dois valores é possível entender qual o resultado da atividade no tempo considerado.

Há contudo que ter em atenção que há no inicia certas dificuldades inerentes ao criação do mercado e do publico que se vão atenuando ao longo do tempo. Por isso, é natural que numa fase inicial as despesas sejam maiores do que os proveitos. Por outro lado, há também alturas do ano que podem ser mais favoráveis à atividade do que outros períodos. Assim, o que é importante é ver qual é a tendência. Se atendência for de crescimento positivo. Tudo bem! Se a tendência for negativa, há que tomar decisões sobre o modo de alterar essa tendência. Esse balanço também serve para medir o grau de satisfação com o negócio e se está a tingir o mínimo de rendimento necessário. Se é sustentável.

 

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Sobre Pedro Pereira Leite

Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde desenvolve o projeto de investigação "Heranças Globais: a inclusão dos saberes das comunidades como instrumento de desenvolvimento integrado dos território".(2012-2107) . O projeto tem como objetivo observar a relevâncias no uso da memória social em quatro territórios ligados por processos sociais comuns. A investigação desenvolve-se em Portugal e Espanha, na zona da Fronteira; em Moçambique e no Brasil. (FCT:SHRH/BPD/76601/2011). É diretor de Casa Muss-amb-iki - espaço de Memórias. Intervém no âmbito de pesquisa de redes sociais de memoria.
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