Cultura e Dignidade Humana CI – A ideia de Economia Criativa

Estamos então em condições de entender que o conceito de economia criativa depende do uso dos conhecimentos, das capacidades e aptidão de aproveitar as novas oportunidades”[1].

Também verificamos, que associado ao conceito de Economia Criativa está a ideia de Desenvolvimento Sustentado. Uma ideia também ela complexa, que implica que o desenvolvimento, ou a melhoria do bem-estar e das condições de vida, devem ocorrer, idealmente, em simultâneo nos diferentes planos, culturais, societais, económicos e ambientais.

Deste modo a Economia Criativa é também olhada com um instrumento de desenvolvimento, sobretudo nos países menos avançados, onde a economia criativa pode ser usada para afirmar as suas tradições e projetos identitários (muitos países em desenvolvimento encontram-se em processo de afirmação das suas identidades nacionais), mas também com um instrumento para diversificar as suas economias, promover o crescimento económico e estimular a participação social na criação do bem-estar e progresso social.

Já nos países desenvolvidos, a economia criativa é essencialemte olhada pelo seu potencial na promoção da criação de emprego e oportunidade de negócio, sobretudo entre a juventude. Nos países desenvolvidos, as políticas de combate à pobreza e exclusão social, é frequente verificar o uso de políticas públicas para estimular a economia criativa. Algumas desta políticas tem sido usado com sucesso em espaços de trtansição de economias tradicionais para economias globais (Colômbia, Nigéria, Tailandia)

Da prespetiva económica a Economia Criativa tem registado um crescimento mais rápido do que outros setores da economia mais tradicional A economia criativa tende a ser olhado como uma alternativa aos setores de especialização tradicional, sobretudo pelo sue impacto nos processos de urbanização. A crescente conexão dos mercado, o crescimento das tecnologias de comunicação, a ampliação e diversificação dos media, são fatores que tem vindo a aumentar e a alrgar o mercado potencial para produtos e serviços criativos, tais como musica, animação digital, videojogos, publicidade. Há toda uma gama de serviços que são possíveis de concretizar na economia criativa, encurtando redes de intermediação e olhando para mercados mais vastos.

A economia criativa em todo o mundo apresentou uma elevada resiliência perante a crise financeira de 2008, continuou a crescer a uja taxa elevada e apresenta-se hoje como um dos setores mais dinâmicos da economia mundial

[1] Creative Economy Report 2010 – UNCTAD/UNDP

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Sobre Pedro Pereira Leite

Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde desenvolve o projeto de investigação "Heranças Globais: a inclusão dos saberes das comunidades como instrumento de desenvolvimento integrado dos território".(2012-2107) . O projeto tem como objetivo observar a relevâncias no uso da memória social em quatro territórios ligados por processos sociais comuns. A investigação desenvolve-se em Portugal e Espanha, na zona da Fronteira; em Moçambique e no Brasil. (FCT:SHRH/BPD/76601/2011). É diretor de Casa Muss-amb-iki - espaço de Memórias. Intervém no âmbito de pesquisa de redes sociais de memoria.
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