Cultura e Dignidade Humana – XCV – Economia Criativa em Portugal

Também em Portugal, nos últimos anos o conceito de economia criativa se tornou um termo de “moda”, tendo sido alvo de várias relatórios, como por exemplo os relatórios de Augusto Mateus em 2010 “O sector criativo e cultural em Portugal”, em 2013 “A cultura e a criatividade na internacionalização da economia portuguesa”, e em 2016 “Economia Criativa em Portugal: Relevância pra a competividade e internacionalização da economia portuguesa”[1]. Não é apenas para a economia que a palavra criativa se tornou viral: outros relatórios de outras agências também evidenciam esta modernidade do termo[2]. De acordo com este último trabalho a economia criativa é responsável por 3,6 do VAB e 3,2 do emprego em Portugal. No último relatório das Nações Unidade sobre a Economia Criativa, pode-se ter um retrato do peso deste setor na economia portuguesa[3], o seu perfil. Dado o relacionamento entre economia, é também interessante verificar quais são os principais parceiros de negócios. Também nas cidades, a economia criativa é hoje valorizada como instrumento de política pública[4].

A Economia Criativa em palavras simples é o processo que transforma ideias em bens ou serviços que apresentam, simultaneamente um valor cultural e económico.

Estamos em presença duma processo onde se procura criar inovação a partir da relação entre uma ideia e criação de condições de troca no mercado global. O ponto de partida é uma ideia, uma ideia criativa, sobre a que se tem que exercer um conjunto de atividades, que se destinam a satisfazer várias necessidades. As necessidades de quem faz o produto e as necessidades de quem tem interesse em consumir. A distinção entres estes bens e serviços da economia criativa é que esta criatividade (que pode ser artística, científica, económica, social ou tecnológica) deverá transportar um potencial de criar inovação na sociedade e na economia.

[1] http://clubecriativos.com/wp-content/uploads/2016/12/ADDICT_Economia-Criativa_vf.pdf

[2] https://www.fct.pt/esp_inteligente/docs/IndustriasCriativas_ENEI_Coimbra.pdf

[3] http://unctad.org/en/PublicationsLibrary/webditcted2016d5_en.pdf

[4] http://www.cm-lisboa.pt/investir/setores-estrategicos/economia-criativa

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Sobre Pedro Pereira Leite

Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde desenvolve o projeto de investigação "Heranças Globais: a inclusão dos saberes das comunidades como instrumento de desenvolvimento integrado dos território".(2012-2107) . O projeto tem como objetivo observar a relevâncias no uso da memória social em quatro territórios ligados por processos sociais comuns. A investigação desenvolve-se em Portugal e Espanha, na zona da Fronteira; em Moçambique e no Brasil. (FCT:SHRH/BPD/76601/2011). É diretor de Casa Muss-amb-iki - espaço de Memórias. Intervém no âmbito de pesquisa de redes sociais de memoria.
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