Cultura e Dignidade Humana LXXIII – Respostas às Crises: Mediação para a Paz

 

No Irão a Rede Internacional para a ação da Sociedade Civil (ICAN[1])tem tido, a partir da experiencia iraniana, vários anos de atividade sobre o trauma em crianças. O trauma da Guerra está presente no Irão desde à várias gerações. A partir do final de Guerra fria, nos anos 90, o ICAN tem tido várias experiencias internacionais na mediação de conflitos.Nesses trabalhos tem sido analisado conflitos internos e observado a forma como as pessoas tem sido usadas (mobilizadas) para o esforço de Guerra. Atualmente a maioria dos conflitos são conflitos internos. Conflitoe entre fronteiras, entre famílias. Se olharmos para a geografia dos conflitos, do Ruanda, na Bósnia, na Síria, no Iraque, verificamos que as linhas da frente não são lugares distantes, mas sim cidades e ruas, ou mesmo prédios de habitação.

Os tradicionais processo de Manutanção da Paz não são, nestes casos eficientes. Não se tratam de questões de politicos e militares de elite a discutirem num qualquer hotel de Genébra, a chegaram a um acordo entre partes dum processo. Eles são apenas uma parte do processo do conflito. Para construer a paz e reconstruir a coesão social duma sociedade, serão necessários outros intrumentos. São necessários cruzamentos entre diferentes grupos da sociedade, tal como lideres religiosos, lideres da comunidade, e mesmo frequentemente, incluir setores da sociedade quee stão excluidos. Por exemplo, a inclusão das mulheres nas questõs da paz pode ser absulutamente crítico.

O que podemos observer em todo o mundo, é que quando os conflitos cessão ou são suspensos, normalmente são as mulheres que estão na linha da frente a fornecer alívio, a dar cuidados e a ajudar a reconstruir a vida normal.  Na verdade estão a fazer um trabalho de mediação e reconciliação social, ou mesmo a verificar se as disposições acordadas são cumpridas.

No entanto verificamos que elas continuam a ser excluidas dos processos de paz. Para inverter esta situação, em 2000, o Conselho de Segurança das Nações Unidas, desenvolveu uma campanha para aumentar a voz das mulheres nas áreas de conflito. (Resolução 1325 do CS sobre Mulheres, paz e Segurança”). A resulução do CS é um marco na questão da reconstrução pós-conflito, porque foi a primeira vez que as Nações Unidas reconheceram o papel, o potencial e a capacidade das mulheres para contribuir para a resolução de conflitos e o impacto que essa intervenção pode tern a construção da paz em áreas de conflito.

“A única forma de atingir os nossos objetivos, de reduzir o númenro de conflitos no mundo, de eliminar a violação com arma de guerra, de combater a impunidade da violência sexual, de construer uma paz sustentável, é desenhar contribuições que incluem homens e mulheres em todos os aspretos do processo de paz, de manutenção da paz e construção da paz”

Dessa forma a contribuição das mulheres para a construção da paz é um desafio para os 2500 anos da história diplomática. A paz e a guera sempre foram assunto de negociação entre as elites políticas e militares. Esta agenda, ao afirmar a necessidade de incluir as mulheres das comunidades, não apenas as mulheres em armas envolvidas nos processos politicos, mas envolver todas as mulheres das comunidades em atividades de promoção da paz na sociedade em diferentes níveis, é uma forma inovadora de construer a paz.

E as suas vozes devem contar tanto como as vozes dos grupos armados. Isso é relevante porque torna o processo mais inclusivo e acabam por agregar partes da sociedade que não se tendo envolvido no conflito, são também forçasd a sociedade, tornando o procesos mais democrático e transparente.

A investigação que tem sido feita, para tornar a construção da paz mais consistente através destes processos mais inclusivos, permite concluir que a inclusão da mulhere beneficia os processos e agiliza o atingir dos resultados finais nas conversações de paz.

Nos últimos 15 anos os problemas tem sido a escassa aplicação aplicação deste tipo de soluções. Não tem sido possível atingir o ponto de que os governos ou as Nações Unidas, darem o suporte total a estas praticas. Implica também desenvolver e testar os procedimentos de forma a que os trabalho seja efetivamente inclusivo para toda a sociedade. Um importante passo será fazer com que isto seja um assunto a discutir na sociedade. Discutir as questões da tradição da justiça e das diferentes capacidade entre homens e mulheres.

A iniciativa “Melhor Paz” que está a ser desenvolvida pelo. ICAN procura criar uma ferramenta que possa ser usada pelos governos e pela sociedade civil. Uma outra ideia é explorar, é saber se na criação do conflito interno, e sobre os grupos de jovens que nele se envolvem, os processos de manuitenção da paz que herdamos do final da segunda Guerra são adequados. O Sistema das Nações Unidas tem vindo a ser testado ao longo de várias gerações em diferentes cenários a multiplos níveis. Mas ele foi criado a partir da experiencia europeia.

Para o século Xxi necessitamos de algo similar, mas com mais países e envolvendo a juventude. Uma ideia que o ICAN est+á a explorar é a necesidade de envolver a juventude me atividade de proteção ambiental, a desenvolver a partir da escolas, a desenvolveer trabalgo de ajuda himanitária em situações de risco. É muito importante fazer com que os jovens se envolvam em atividades de responsabilidade social. Em trablho educacional nos seus próprios contextos de vida. E importante que as pessoas desenvolvam atividades conjuntos, entre grupos culturais diferenciados, envolvendo rapazes e raparigas, religiões diferentes, com diferentes base económicas, incluindo diferentes origens geográficas. Isso permitria que fossem desenvolvidas aprendizagens de convívio sobre a diversidade entre as vária ssociedade, com base no pro+osito de desenvolver capacidade de ação sobre a diversidade cultural. Isso permitirá também ter pessoas preparada para atuar em áreas de confliot e pós- conflito.

[1] http://www.icanpeacework.org/

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Sobre Pedro Pereira Leite

Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde desenvolve o projeto de investigação "Heranças Globais: a inclusão dos saberes das comunidades como instrumento de desenvolvimento integrado dos território".(2012-2107) . O projeto tem como objetivo observar a relevâncias no uso da memória social em quatro territórios ligados por processos sociais comuns. A investigação desenvolve-se em Portugal e Espanha, na zona da Fronteira; em Moçambique e no Brasil. (FCT:SHRH/BPD/76601/2011). É diretor de Casa Muss-amb-iki - espaço de Memórias. Intervém no âmbito de pesquisa de redes sociais de memoria.
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