Cultura e Dignidade Humana XLVIII – modos de gerar pobreza e desigualdade

Modos de gerar de pobreza e desigualdade

As Ideias de Pobreza e Bem-estar

A ideia de pobreza começou a estar na moda nos discursos dobre o desenvolvimento nos anos noventa. Foram criados vários indicadores para medir a pobreza. Por exemplo a disponibilidade de ter um rendimento mínimo de 1U$ por dia, e agora no discurso dos ODS, 2 U$.

Também há um discurso sobre a medição da desigualdade. Por exemplo o índice GINI, que mede a desigualdade entre os países. A desigualdade tem a mais a ver sobre o modo como os recursos produzidos num dado território, são diatribuidos pela população residente.

Na verdade a Pobreza e a desigualdade é um discurso que tem a ver com o rendimento. A disponibilidade de dispor de um determinado conjuntode bens. Um cabaz mínimo de produtos.

Neste discurso há também que ter em atenção que é necessário definir quem é que decide o que é que o cabaz deve ter. Por exemplo, é vulgar em vários locais dizer que os pobres gastam mal o dinheiro que dispõem e compram televisores e telemóveis. Mas quem é que decide efetivamente o que é que eles devem comprar. Por exemplo, o cálculo de 1 dólar tinham em linha de conta que era a quantia necessária para comprar 2100 caloria, que afinal é menos do que um ser humano necessita.

O discurso das necessidades básicas não pode ser completamente aceite. Por exemplo, nos indicadores, Produto Nacional Bruto e Rendimento Nacional Per Capita, cada país tem uma posição. Um fornece um indicador global de propulsão de riqueza e o outro da sua distribuição pela população. São toavia indicadores de medem a possibilidade de adquirir produtos ou bens de consumo.

A capacidade de compra é também ela uma medida errada. O indicador mac donald fornece uma possibilidade de identificar quanto é que cada dolar permite comprar em cada país, através da análise da relação entre câmbios. No entanto, o indicador acaba por indicar que para um mesmo produto, em diferentes países existem diferentes formas de pensar o que consumimos.

Por outro lado, também existem fatores que nos levam, por exemplo ao investir em educação das crianças ou em saúde, a afetar recursos a determinadas a atividades que afetam a forma como gerimos o rendimento. Isto é para além das disponibilidades estatísticas, há fatores que no levam a entrar ou a saír da linha da pobreza. São indicadores de vulnerabilidade económica, que medem a forma como o rendimento é gerido. É também um indicador polémico.

Isso levou alguns investigadores a pensar na criação dum indicador de felicidade. De Bem-estar. Para alem do abrigo, da alimentação, da educação e saúde, existem outros fatores que permitem pensar o Be-Estar e a felicidade.

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Sobre Pedro Pereira Leite

Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde desenvolve o projeto de investigação "Heranças Globais: a inclusão dos saberes das comunidades como instrumento de desenvolvimento integrado dos território".(2012-2107) . O projeto tem como objetivo observar a relevâncias no uso da memória social em quatro territórios ligados por processos sociais comuns. A investigação desenvolve-se em Portugal e Espanha, na zona da Fronteira; em Moçambique e no Brasil. (FCT:SHRH/BPD/76601/2011). É diretor de Casa Muss-amb-iki - espaço de Memórias. Intervém no âmbito de pesquisa de redes sociais de memoria.
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