Encontro da Primavera do ICOM.PT (X)

CC [52’ 53’’] Também para concluir, no que respeita à incidência nacional de políticas, eu vejo o impacto desta recomendação sobretudo a três níveis. Tendo em conta que já possuímos a legislação enquadradora, onde muitos outros países não possuem. O primeiro é no plano das coleções. Portanto ela é um impulso para tratarmos também o assunto das coleções visitáveis, que não teve desenvolvimento desde a sua contemplação na Lei-quadro dos Museus. É portanto um impulso também para podermos cooperar com colegas de outros países e vermos como é que nos outros países, sobretudo aqueles que já referi, Espanha e Itália, têm vindo a aprofundar esta matéria.

O segundo aspeto tem a ver com o desenvolvimento de instrumentos de planeamento que contemplem as grandes áreas desta Recomendação. Refiro-me a documentos que à pouco mencionais, como seja de Planeamento Estratégico, seja de planeamento operacional e que contemplem estas grandes linhas.

Finalmente, aquilo que parece a definição de museu, que transparece neta Recomendação, que é um museu do século XXI, construído em termos participativos, com a colaboração dos públicos. Isso é um aspeto que é transversal ao texto da Recomendação, parece-me que a interiorização, a adoção desse paradigma dum museu participativo, em que as afinidade e os papeis dos públicos vai muito além da sua simples consideração como visitantes, ou mesmo utilizadores, é talvez o aspeto que tem um alcance maior, que pode ter uma repercussão, uma mudança de paradigma e de mentalidades, que são sempre mais lentas essas mudanças, mas que seria aquele em que eu apostaria, duma forma até diria didática, pondo em prática, as boas práticas que esta recomendação nos sugere.

AC [55’ 27] Muito obrigado a ambos. Não se falou de tudo, mas penso que se abordaram os principais pontos desta declaração.

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Sobre Pedro Pereira Leite

Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde desenvolve o projeto de investigação "Heranças Globais: a inclusão dos saberes das comunidades como instrumento de desenvolvimento integrado dos território".(2012-2107) . O projeto tem como objetivo observar a relevâncias no uso da memória social em quatro territórios ligados por processos sociais comuns. A investigação desenvolve-se em Portugal e Espanha, na zona da Fronteira; em Moçambique e no Brasil. (FCT:SHRH/BPD/76601/2011). É diretor de Casa Muss-amb-iki - espaço de Memórias. Intervém no âmbito de pesquisa de redes sociais de memoria.
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