Magna gaia

Moro numa rua simples, cheia de jacarandás. Ao fundo a mercearia da Rosa, compro fruta e tomates. Ando ate ao anoitecer na quentura da cidade.

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Obra de Aleksander Rodtckenko

Aleksander Rodtckenko nasceu em São Petersburgo 1891, iniciou-se na fotografia em 1920, fez uma revolução na fotografia, sendo um dps líderes co construtivismo  russo, um dos grandes inovadores da arte de vanguarda do século XX.

Dizia que ” Nosso dever é experimentar “, ele retrata a União Soviética dos anos 30, a presença da corporiedade do militarismo é muito evidente, na postura dos indivíduos, obedientes, disciplinados e sadios, educados para guerra, “a corporeidade alcança a esfera da consciência e com certeza a condição humana, é o modo de ser do homem – Capra, 1983 apud “.

No Brasil o governo tentou doutrinar e manipular a sociedade, valendo-se da padronização de condutas e da utilização do patrotismo, de forma a exacerbar um sentimento nacionalista.

Entre as atividades escolares, estavam os ensaios para os desfiles de 7 de setembro, que servia para se revelar, ” o amor do cidadão pela pátria, marchando com patriotismo”, a educação física era usada não para fins educativos, mas de propaganda do governo, um ensino voltado para os esportes de alto rendimento.

Movimento Tropicalista

Em 1967 surgi o movimento tropicalista, que influênciou toda a cultura nacional na busca de elementos do Modernismo Brasilewiro, que iniciou-se com Caetano Veloso, com a música Alegria, Alegria, que fazia uma crítica social, relatando a opressão sofrida nas ruas, e nos meios de comunicação, fazendo denúncias dos contratsres regionais, sociais e econômicos.

Caetano representava a classe média, dialogava com os estudantes, ele ainda relata o uso do poder em forma de metáforas em suas composições, nestaépoca a ditadura militar queria pessoas alienadas, usava formas alienantes, símbolos impostos pela cinema americano ( Brigitte Bardot, Coca-Cola), grande parte de sua obra foi censurada, chegando até a ser preso e depois se exilinado em Londres por quase 2 anos.

Os estudantes iam as ruas para protestar contra um  governo ditatorial, um sistema de negação do conhecimento nas ecolas públicas, com estes movimentos a população começou a participar das lutas e passeatas contrao regime militar.

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Samba e Rodas de Samba

Fonte Corpo e Mente

Eram os negros tirados de seu habitat natural, colocados nos porões dos navios e levados para os novos horizontes recém-descobertos pelas grandes potencias européias da época, chegando a nova terra eram repartidos entre os senhores, marcados  a ferro em brasa como gado e empilhados nas prisões infectadas.

No Brasil tinham a função de assegurar a posse, desbravar e transformar  as novas terras em grande produtora de riquezas para a coroa portuguesa, sendo valiosas mercadorias, trabalhando sol a sol, derrubavam matas, preparavam a terra, plantavam a cana e produziam, o açúcar, doce da riqueza dos seus  senhores.

Os negros nunca deixaram de lutar, reagiam de diversas formas, desde a fuga incerta e o suicídio, até o assassinato do seu opressor, mesmo sabendo da conseqüência fatal do ato, o que lhes faltava era condições para a luta em massa e organizada, porém com as invasões holandesas

(1624-1630), as fazendas sofreram certa desorganização, e com isso os negros viram a possibilidade da fuga, escapulindo massas pata matas e agrestes nordestinos, formando os quilombos, sendo o do Palmares um dos mais importantes.

Organizado social e politicamente como as tribos da África, os negros criam suas leis e escolheram Ganga-Zumba como rei, mais tarde substituído por Zumbi, o grande general das armas, onde nos quilombos os negros se escondem e se protegem, é a força unida na luta pela liberdade de ser e existir.

A capoeira originou-se na África e desenvolveu-se no Brasil, após a expulsão dos Holandeses ao coroa foi atrás da sua base econômica, sua mercadoria valiosa os negros, função que coube as capitães do mato, contratados para capturar os negros fugidos, armados até os dentes, queriam acabar com os quilombos.

Os negros não possuindo armas suficientes para sua defesa, movidos pelo instinto natural de preservação da vida, descobrem em seu corpo a essência da sua arma, e tendo na natureza uma mestra, começam a observar os golpes dos animais e unem as manifestações culturais trazidas da África, aproveitando os vãos livres nas matas, para pratica de uma luta de auto defesa.

Os primeiros movimentos de ataque e defesa tem muita semelhança com os movimentos dos animais, essa arma é assimilada e batizada de capoeira de angola.

O nome capoeira vem do mato onde os fugitivos praticavam ou de uma ave, que os machos ao lutarem pela fêmea pareciam reproduzir os escravos.

Em alguns documentos os capitães do mato relatam  sobre um estranho jogo de corpo utilizado pelos negros no combate, como se fossem verdadeiros animais.

Angola por que os primeiros negros aqui vieram de lá, e também nos dias que lhes era permitido divertirem as brincadeiras dos negros eram chamada de Angola, daí o nome capoeira de angola.

A capoeira é uma invenção dos africanos no Brasil, por necessidades e circunstancias próprias da situação que se encontravam, que foi assimilado, cuidado colhido e replantado por várias gerações de um povo sedento pela liberdade,.

Devido o conhecimento das matas, valendo-se de emboscadas, da surpresa, de golpes certeiros e traiçoeiros da capoeira e da determinação de resistir ao cativeiro, os negros derrotaram muitas expedições mantendo a luta dos quilombos por quase cem anos.

A coroa reconhecia a determinação dos negros, mas como os quilombos se tornavam uma organização sócia-política cultural da época, resolveram de uma vez por todas acabar com os redutos, soltaram até negros com doenças contagiosas para ir juntar-se aos negros sadios dos quilombos, tentaram de todas as formas minar as resistências dos quilombos e destruir o reduto de Palmares.

Zumbi é morto em combate e sua cabeça é exposta nas praças de recife, como forma de destruir o mito e as esperanças da resistência, assim em historia de lutas e sofrimentos.

A capoeira é uma dança que se transformou em luta, que passou a ser divertimento, ao som do berimbau e no passo da dança, o disfarce da luta, um outro dado é o berimbau, considerado instrumento-morda capoeira, utilizado para visar da aproximação de senhores e capitães do mato.

Zumbi foi morto, os quilombos quase todos destruídos, milhares de negros exterminados e os sobreviventes levados para a senzala, mesmo assim o sentimento de liberdade continuava forte, os negros não desistiram de sobreviver.

A dança por sua vez representa a ginga, servindo de disfarçar para luta, dando lhe um caráter lúdico e inofensivo, o berimbau é um instrumento de origem centro-africano, trazida pelos negros da África, era utilizado nas festas religiosas afro-cubanas com o nome de Burum-Bumba, considerado o instrumento que podia se falar com os mortos conforme o livro Capoeira de Angola de Waldeloir Rego, sendo um arco com um arame, uma cabaça, uma moeda e um pedaço de pau.

Era no ritmo da música e no passo da dança disfarçando a luta, sendo também parte das brincadeiras e jogo de escravos, sendo que na luta era uma forma de expressão corporal, onde se expressa a maneira de ser e existir, por isso que até hoje se chama para jogar “ brincar um pouco” de capoeira.

Foi o general Deodoro da Fonseca que fez surgir o código penal 1890, onde foi proibida sua pratica em lugares públicos, com as devidas conseqüências da lei, a partir daí os capoeiras não tiveram mais sossego, sendo vitimas das mais diversas barbaridades, mas contudo isso a capoeira continuou, agora são só pelos negros, mas sim pela classe social explorada, oprimida e marginalizada.

Em 1930 Getúlio Vargas liberou a prática da capoeira em festejo popular e como espetáculo folclórico, como luta apenas como defesa pessoal e esporte, sendo praticado em lugares fechados e por pessoas idôneas, transformando em esporte nacional.

Devido às novas normas de práticas surgiu a capoeira regional, foi onde começou a rixa coma de Angola, onde os da regional atacavam dizendo que a de Angola era fraca como luta, estava ultrapassada e estava ligada a crendices e vadiagens para lesar turistas, já os de Angola diziam que a regional não era autentica, havia se misturado a outras lutas, esquecendo os fundamentos, assim começaram as disputas e as carnificinas entre eles, deixando de pensar que uma complementava a outra.

Somente em 1964 devido aos turistas surgiram as primeiras escolas, que vieram a se tornar atração de uma pequena parcela de estudantes paulistas, reivindicando uma cultura brasileira.

Em pleno estado de repressão (1969-1975), começava a ser usada como pensamento democrático, sedentos por liberdade, expressão em todo pais.

Começava a ser praticado nas academias onde se tornou ponto cultural da juventude revoltada, um mercado despontava, aparecia a possibilidade de viver apenas da arte, conquistar um espaço na sociedade, por outro lado a inteligência repressiva do país tendo conhecimento da força e do poder da manifestação popular, o governo começou a aliciar seus criadores interferindo nas normas das suas  práticas, com conseqüência  teve a criação da federação Paulista de Capoeira, que tinha o objetivo de reunir e integrar a capoeira e seus mestres a ideologia da política da ditadura.

Porém fosse considerado esporte, eram necessárias competições, regras e normas foram nesse momento que surgiu os Capitães de Areia, fundado e liderado por Almir das Areias, onde para ele a capoeira era mais que luta e esporte, mas uma consciência de vida, um reencontro com a identidade.

Os mestres têm que despertar os alunos para o prazer da liberdade, da autonomia, da cooperação princípios básicos da capoeira.

Hoje banida das ruas, seu aprendizado está em salões, clubes e academias, ao som do berimbau e um pandeiro, um canto e puxado, vem a ginga que permite o equilíbrio, a defesa, o ataque, e ainda a cadencia ao ritmo dos movimentos do corpo, onde se faz a dança, quase desafiando as leis da gravidade.

          As defesas visam proteger o corpo e preservar a vida, livrando-se do perigo, onde o reflexo instintivo faz com que os músculos emanem ordens ao corpo para que se agache, se esquive, e saia da mira do ataque adversário, usando a força deste contra ele próprio, os movimentos de defesa é a rasteira, plano baixo, negativa, cocorinha, tesoura entre outras.

Os Ataques requerem habilidade e raciocínio, exige equilíbrio e objetividade, livrando-se dos contra golpes, alguns golpes são meia-lua, queixada, martelo, benção, chapa, cabeçada e joelhada.

Os Saltos e Acrobacias propiciam a flexibilidade, elasticidade, agilidade e equilíbrio, sendo a beleza e o desempenho do corpo nas difíceis e imagináveis, sendo alguns dos movimentos o Aús, Santo Amaro, Pulo do Macaco, Pulo do Gato, Mortal, ponte para trás.

O jogo é o combate, a luta a competição ou a brincadeira, a dança, a troca de sabedoria entre dois capoeiristas, onde se desenvolve reflexos, adquire malicia, desenvolve a criatividade, existindo vários jogos e toques variados de acordo com o estilo, Angola ou Regional.

Nas rodas que se vê o mestre mostrar sua habilidade, é o palco da capoeira e expressão máxima, onde o capoeirista brinca, luta, dança, cria, celebra, obedece aos princípios e fundamentos básicos, convivendo com as diferenças e diversidades, tanto de estilo e visões, desejo de interesses dentro da roda.

Há um tema mágico e hipnótico da energia musical e atividade física através dos vários tipos de jogos, transformando a agressividade em criatividade e finalmente colocando o corpo, os sentidos, a mente a alma em equilíbrio e harmonia.

A cabeça da roda se compõe os instrumentistas, local onde os capoeiristas entram e se organizam em circulo, a música e executada e eles se revezam no jogo.

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Arborismo e Desporto

Introdução

arvorismo ( arborismo ) é um circuito radical, em que o praticante atravessa um circuito de plataformas entre árvores, por meio de cordas, pontes entre outros métodos, superando diversos obstáculos, podendo ser até sobre um lago, sendo uma atividade muito utilizada no turismo de aventura, para lazer e recreação e estudos da fauna e flora das áreas mais altas da floresta.

O arvorismo surgiu nos anos 80 na Costa Rica para facilitar as pesquisas e uma maior praticidade, evitando subidas e descidas constantes, buscando formas de permanecer e transpor as copas das arvores, através das técnicas verticais,  usando cordas, cadeirinhas, mosquetões, polias etc, pois os cientistas necessitavam de formas para pesquisar a fauna e a flora, observando/coletando animais silvestres, fungos, folhas, e outros organismos que se encontravam nas copas das árvores.

Hoje temos três tipos de arvorismo, sendo o arvorismo técnico realizado por pessoas experientes em técnicas verticais, que tem seus próprios equipamentos e cujo objetivo é subir ou transpor as copas das arvores, o acrobático, que é uma extensão do técnico, criado para o entretenimento, onde os obstáculos a serem transpostos contam com certo grau de dificuldade, o contemplativo,  em que o objetivo é observar a natureza em percursos de baixa dificuldade, construídos com passarelas firmes, proteções laterais de redes e amplas plataformas de parada, e ssa modalidade não requer equipamentos de segurança e o guia da atividade costuma ser um biólogo que ajuda o praticante a ter um contato direto com a natureza, apreciando a paisagem.  A sua aplicação hoje vai desde dinâmicas empresariais de recursos humanos até corridas de aventura, proporcionando aventura aos participantes ao mesmo tempo em que promove uma forte integração com o meio natural, ajudando no desenvolvimento de uma consciência de preservação ambiental.

A segurança é uma preocupação, sendo realizada por meio de equipamentos como capacete, corda, cadeirinha, mosquetões e polias, sendo de extrema importância a atuação de profissionais capacitados, que saibam adequar segurança e preservação, para haver o mínimo impacto ambiental.

No Brasil apareceu o primeiro circuito de arvorismo em Brotas (SP) em 2001, em cima de postes de eucaliptos, e hoje temos diversas opções para quem quer aderir à prática.

Todas as pessoas podem praticar o arborismo, inclusive crianças a partir de 4 anos ( com equipamentos adequados e específicos a essa idade), pois não é necessária nenhuma experiência anterior.

  1. Descrição do Arvorismo

Encontrei pela internet um local em Igaratá, há 90 km de São Paulo, Hotel Águas de Igaratá que possui vária atividades de aventura e esportes radicais, liguei tirei informações e decidi ir realizar minha atividade de aventura,  aproveitei e convidei dois amigos da faculdade que também tinham que realizar a atividadede para irmos juntos.

No dia 14/11/11 o dia já manheceu muito chuvoso, pensei em cancelar a atividade, mas só tinha essa data para realizar a vivência, então liguei no hotel e fui informado que lá não estava chovendo, decidi ir, liguei para os meninos, porém só encontrei um, saímos da Penha-SP as 12:30hs, fomos pela via Dutra, depois pela Dom Pedro I até Igaratá, chegamos na cidade por volta das 13:30hs, contudo ninguem conseguia explicar como chegar ao hotel, nosso mapa estava errado, após ficarmos uma hora rodando no meio do barro, no meio da mata, conseguimos achar o local.

Entramos literalmente dentro da mata, pois o hotel se localiza na margem de uma repressa enorme, fomos conduzidos ao condutor das atividades de aventura (Zé), que já de primeiro olhar percebi que não era um profissional formado, oque o mesmo depois em conversa confirmou, dizendo ser morador e devido sua experiência e conhecimento do local trabalhava nesta área.

O meu amigo (Wagner), foi o primeiro a realizar a atividade ele saltou de uma tirolesa enorme por cima da represa, atravessei de barco com o Zé para tirar fotos e filmar a sua chegada, já venci outro medo, andar de barco, porém percebi que não havia nem cinto de segurança, nem colete salva-vidas no barco, chegando do outro lado, gravei a descida do Wagner (sensacional), depois voltamos os três de barco para outra margem.

Fui então realizar minha atividade de aventura, o arvorismo, o Zé colocou o equipamento de segurança pelas minhas pernas e cintura, e explicou como realizar a passagem com segurança, subi na arvoré por uma escada e comecei a travessia, de cara percebi que o equilibrio e a força comandavam a atividade, no inicio até foi fácil, mas a cada etapa ficava mais dificil, pois mudava os apoio dos pés, aos poucos fui ganhando confiança e superando meu medo de altura, já no fim, onde os apoios eram tocos o equilibrio era quase impossível, tinha que se usar muita força para controlar o corpo, meu medo de altura ficou evidente, mas fui forte e venci meus medos e completei o trajeto, desci da arvoré e o Zé retirou todo o equipamento de segurança, essa vivência me fez vencer meus medos de muitos anos, percebi que crescia muito nesse dia, além da atividade me proporcionar um íntimo contato com a natureza, com a emoção e a superação de desafios, sem contar que exigiu muita coordenação, equilíbrio e uma dose de coragem, também foi uma forma de gastar energia e se exercitar, a atividade se caracterizou como uma atividade de recreação e não de competição, foi um vivência muito legal e interessante. Logo após fizemos um pequeno lanche e voltamos para São Paulo, a volta foi tranquila, pois já sabíamos o caminho, ainda podemos observar a beleza da natureza a nossa volta, um lugar onde o homem ainda não chegou por completo, por isso sua beleza ainda estava intacta, chegamos por volta das 17hs, foi uma experiência muita legal.

  1. Relação Teoria e Prática

Segundo Schwartz (2006) as atividades de aventura na natureza possuem características que possibilita o distanciamento temporário dos padrões cotidianos, das emoções diversificadas e proporciona o enfrentamento de simulações espaldadas na criação de novas respostas, o que nos leva a vivenciar emoções para que possamos desligar da rotina diária e nos convida sempre a superar limites, assim baseado em Schwartz, podemos por meio das atividades de aventura desenvolver nosso lado profissional e familiar, nos fazendo entender que certos medos podem ser superados.

        Goleman, (1995), diz “que a prática de atividades de aventura ao ar livre podem proporcionar diversas sensações e emoções aos praticantes”,  baseado nisso,  devemos vivenciar mais momentos proximos a natureza, assim poderemos conhecer novos sentimentos, agregando-os a nossa vida.

  Marinho (2001) relata ” que os participantes envolvem-se em um jogo de representação de sobrevivência e superação de desafios, que remetem às necessidades diárias de coragem, interação e pertencimento grupal, tomada de decisão colaboração e outras “, assim através dessas atividades aprendemos a lidar e vencer situações complicadas do nosso dia-a-dia.

        Tubino (1992) chama a atenção para a preocupação dos ambientalistas com a possibilidade de exaustão dos ambientes onde são praticados essas atividades, pensando dessa forma , se hoje é visto pela sociedade pelos seus benefícios, logo poderá ser modificado senão for cuidado com responsabilidades, tanto de preservação, como de suporte de capacidade de uso, tendo suas limitações.

           Costa (1998) afirma que embora divulguem que as práticas junto à natureza são preservacionistas, ainda sim há o risco de haver um desequilíbrio nos ecossistemas devido à construção de infra-estruturas de apoio à sua realização, assim senão for realizado um estudo tanto ecologico, como estrutural para a criação de novos parques e hotéis, o meio ambiente não suportará tanta degradação.

Assim, baseado em citações e em minha experiência, posso concluir que novas emoções e sensibilidades poderão nos conduzir a diferentes formas de percepção e de comunicação com o meio em que vivemos,  sendo de extrema importancia compreender os  significados da relação dos seres humanos junto à natureza, por estes fatos, as atividades de aventura podem nos conduzir por vários caminhos, nos fornecendo ferramenta de aprendizagem para evolução do nosso ser.

Considerações Finais

Quando fiquei sabendo que teria que fazer uma atividade de arvorismo, percebi que podia ser a chance de experimentar uma atividade de aventura e natureza. De cara me senti meio inseguro, pois tenho medo de altura, mas percebi  que teria que vencer este medo na hora., por fim acabei fazendo o exercício na copa das árvores, observando a natureza de um jeito totalmente diferente, havia vários obstáculos cuja dificuldade aumentava gradativamente, o que fazia da prática um verdadeiro desafio.

Pode-se considerar que o fator mais verificado foi as emoções após cada fase do percurso realizado, experiências perigosas e arriscadas, mas se tratadas com segurança podem proporcionar diversas sensações de felicidades e bom humor, podendo ser manipuladas para que possa ser usadas no dia a dia.

Quando as pessoas têm a possibilidade de vivenciar situações emocionalmente ricas, como esta que realizei, pode-se estimular a melhora nas reações interpessoais, sem deixar de lado a necessidade de ter um trabalho, dinheiro, o que comanda a sociedade. Durante a vida, sendo um estudante, um trabalhador ou até mesmo na relação afetiva, as pessoas passam por diversos tipos de sensações e emoções, e estas, precisam ser bem desenvolvidas para uma boa formação profissional.

Assim, vivenciando sensações e emoções durante a prática de atividades de aventuras e dinâmicas podem proporcionar um melhora na vida social como na particular, finalizando, vale ressaltar a importância dos estudos sobre os estados emocionais e a prática de atividades ao ar livre, em especial nas atividades de aventura, devido a pouca quantidade de publicações disponíveis.

   Hoje muitas práticas deixam de ser realizadas em espaços naturais, por que os responsáveis pela administração não possuem conhecimento de quais impactos ambientais e quais atividades podem ser realizadas, deve ser fundamental saber os pontos positivos e negativos em relação ao meio natural,  pois a primeira visão é que as atividades de aventura  degradam os ambientes naturais, porém bem administradas e vistoriadas podem ser realizadas com segurança.

Para que isso seja modificado é essencial que os profissionais de educação física, juntos a profissionais das diversas áreas que interajam com o meio natural, aprofundem-se nessas questões, fazendo um planejamento adequado das atividades realizadas no meio natural, visando a prevenção, e a minimização das ocorrência de danos ambientais.

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Bibliografia

  • Aventura Segura – Manual de Boas Práticas – Volume 4 – Arvorismo; http://www.abeta.com.br/;
  • Costa,V. L.de M. – As Representações de Aventura e de Espaço Lúdico entre Praticantes de Atividades Físicas e Esportivas de Risco e Aventura na Natureza – Ensaios Etnográficos. Brasília: INDESP;
  • Greenpace – Reforça o conceito de evento ecologicamente/ www.greenpeace.org.br;
  •  Lazer, Natureza e Aventura – Compartilhando Emoções e Compromissos – Rev. Bras. Cienc. Esporte, v. 22, n. 2, p. 143-153, jan. 2001;
  • Movimentium – Revista Digital de Educação Física – Ipatinga – MG – V.3-Dez.2008;
  •   Pereira, Dimitri Wuo e Armbrust, Igor – A Pedagogia da Aventura – Os Esportes Radicais de Aventura e de Ação na Escola – Ed. Fontoura –  2010;
  •  Tubino, M. Uma Visão Paradigmática das Perspectivas do Esporte para o Início do Século XXI – Campinas: Papirus, 1992. p. 125-139.
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Função Social do Desporto

Função Social do Desporto

O desporto e a sua educação aumentou sua abrangência, já há uma identificação de um desporto social é a média é um fator decisivo nos acontecimentos desportivos.

O desporto é para todos, tem significado social meio a socialização, desenvolve a consciência comunitária, é uma atividade de prazer e equilíbrio social. A democratização do desporto é assegurar a igualdade de acesso a prática de todas as pessoas. “O desporto é um direito de todos, como meio de democratização“.

A ação do Estado é utilizar o desporto como meio de bem estar social, fazendo programas relacionados à saúde, a terceira idade, infância em situação de carência e abandono. Para ser considerado uma instituição social, ele deve organizar e representar uma atividade, promovendo valores a identificação social.

O jogo tem liberdade e contexto sócio-cultural, Huizinga diz que o jogo é atividade livre, de ocupação voluntária de quem participa.

Além do Desporto de rendimento, existe o Desporto escolar é o popular, com sentidos diferentes, fazendo o fenômeno Desporto ser objeto de reflexo. As três dimensões sócias do Desporto são: Desporto-Educação, Desporto-Participação e Desporto-Performance.

Desporto Educação: Tem equivoco histórico no entendimento, pois deveria ter um conteúdo fundamentalmente educativo, mas em vez disso reproduz as competições de alto nível, ele ainda tem três áreas de atuação:

  • A Integração social, Desenvolvimento psicomotor e atividade física educativa.

A prática esportiva como educação social é indispensável no desenvolvimento da personalidade, nos processos de emancipação e na formação da cidadania.

Desporto Participação: Nele o prazer lúdico e o bem estar social do participante estão mais presentes, tem relação direta com o lazer e o tempo livre, sem obrigações, com diversão e empolgação, há relação entre as pessoas participantes, dá prazer a todos que dele fazem parte.

Desporto Performance: É importante pelos efeitos que exerce sobre a sociedade, tem tendência de ser praticado por talentos esportivos, isso o impede de ser uma manifestação democrática.

A crítica combate o capitalismo presente a ele, que o vincula a negócios financeiros, com efeitos sociais negativos, onde os campeões são usados como instrumentos de reprodução da marca patrocinadora, que reflete o sistema capitalista., abaixo alguns fatores positivos:

  • Um meio de progresso nacional e intercâmbio internacional;
  • Geração de turismo;
  • Efeito imitação, onde exerce grande influência no Desporto popular;

O Desporto, um problema humano e social, ocorrido quando passou abranger manifestações como educação, participação e performance, precisando ser visto como um campo sociocultural, proporcionando oportunidades para convivência humana.

O Desporto precisa ser estudado nos seus alcances sociais, missão dos cientistas do Desporto, avançando no conhecimento da utilização das praticas esportivas na consolidação de estilos de vida, buscando superações e qualidade de vida.

DIMENSÕES SOCIAIS DO DESPORTO ( Tubino – M.J.G. )- ed. Cortez: 2001

Manoel José Gomes Tubino – Doutor em Ed.Física pela Universidade de Bruxelas, Doutor em Ed.Física e docente pela Universidade do Rio de Janeiro, Presidente da Federação Internacional de Educação Psíquica entre outros.

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OS JOGOS E OS HOMENS: A MÁSCARA E A VERTIGEM

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Roger Caillois, faz sua contribuição preciosa para a Educação Física e para o estudo dos jogos, voltando-se, para as definições de jogo e suas possibilidades de classificação e seu papel social, falando dos apontamentos sobre a sociologia dos jogos e a teoria dos jogos a partir das reflexões sobre relações da vertigem, competência e azar, e o ressurgimento dos jogos no mundo moderno. O jogo é caracterizado como atividade livre, separada, incerta, improdutiva, regulamentada e fictícia, para Caillois o impulso lúdico passa o jogo, não há perversão do jogo, mas desvio de um dos quatro impulsos primários que o regem.

Na busca de defini-los, chegou à seguinte tipologia: temos agon ( competição – esportes ), alea ( loterias, sorte), mimicry ( simulação – teatro ), ilinx ( vertigem – alpinismo, esqui ).

Já as formas institucionais com a competência comercial, concursos (agon); a especulação (sorte); os ofícios de representação, faz de conta (mimicry); e profissões que domínam a vertigem (ilinx).

A corrupção do agon, da alea, da mimicry e do ilinx dá-se, pela violência, desejo de poder e astúcia; pela superstição e astrologia, e pelo alcoolismo e drogas. Caillois explica que os jogos sempre aparecem beirando a organização da sociedade, embora no passado fosse visto como parte das instituições fundamentais.

Duas teses consideradas contraditórias por Caillois são reveladas no pensamento de Johan Huizinga, ( Homo ludens ), onde o jogo existe antes da cultura, já Caillois vê jogo como destruição de atividades dos adultos e como elemento do desenvolvimento das culturas, assim, Caillois volta para o fato de a criança imitar instrumentos, símbolos, comportar-se como adulto, transformar-se em personagens, suspeitando que não há nenhuma perca da atividade séria em diversão infantil, logo, jogo não é absoluto, mas atividade paralela e independente que se opõe a atos e decisões da vida.

Definir uma cultura a partir de seus jogos, seria uma operação arriscada, já que não é possível determinar, quais jogos concordam com os valores institucionais, as atitudes elementares, já que não são encontradas isoladamente, mais sim associadas.

As quatro atitudes fundamentais permitem, seis conjunções possíveis. São elas: agon-alea, agon-mimicry, agon-ilinx, alea-mimicry, alea-ilinx, mimicry-ilinx.

Agon-ilinx e alea-mimicry são consideradas conjunções proibidas, a vertigem não poderia se associar com a rivalidade. O agon prediz respeito à regra, elemento não evidenciado na vertigem, já alea o abandono da sorte, contrário ao disfarce presente na mimicry.

Alea-ilinx e agon-mimicry Caillois afirma que a alea se associa sem problemas com a vertigem, assim como com a mimicry. A alea conduz renúncia da vontade, produzindo um estado de transe, combinando as duas tendências. Agon e a mimicry, acabam sendo, um espetáculo.

As conjunções fundamentais são aquelas capazes de uma cumplicidade essencial entre os princípios de jogos: agon-alea e mimicry-ilinx. Alea e agon, que revelam um livre jogo da vontade a partir da satisfação.

A ligação de mimicry e ilinx, aparece como metamorfose das condições de vida. Apenas as categorias mimicry e agon são consideradas verdadeiramente criadoras, ao passo que ilinx e alea são devastadoras ocasionadom uma atração horrível.

Caillois desenvolve reflexões sobre o terreno do jogo, suspeitando que os princípios marquem os tipos de sociedade – “sociedades de confusão”, seriam caracterizadas pela máscara e possessão, já (mimicry e ilinx) as “sociedades ordenadas”, com códigos, profissões, o agon e a alea como elementos primordiais e complementares do jogo social.

No mundo baseado pelos princípios do mérito e da sorte, a mimicry busca espaços para prosperar, de modo geral, Caillois busca demonstrar as bases fundamentais dos jogos como atividade complexa em relação a sociedade e as diferentes culturas, ou seja, jogo e vida. Os jogos, criam hábitos, provocam mudanças, oferecem indicações sobre preferências, debilidades, forças e caracterização de uma civilização.

Tomando um dos clássicos dos jogos – Homo ludens – como ponto de partida para a crítica, a obra de Caillois é um marco da relação do jogo com a sociedade. Apresenta, exemplifica e instaura outros campos perceptivos que levam a desconstituir a imagem do jogo como alheio ao meio social ou como competição derivada do trabalho adulto, potencializando a visualização de sua intensa expressão social, modificando e sendo modificado pelas ações do humano.

Embora as formas de ver o jogo a partir de conjunções e combinações de alea, agon, mimicry e ilinx, podendo levar a classificar como contingente o que antes era proibitivo, ou fundamental.

Em Os jogos e os homens, vemos a passagem da sociedade de confusão para a sociedade ordenada , Caillois vê o processo de desenvolvimento de uma civilização a partir da organização do pensamento racional, a obra ainda revela a concretização de espaços.

Contudo, podemos questionar se vivemos uma evolução, com um olhar que revela a corrupção daquilo que leva o indivíduo, a competição a todo e qualquer preço na busca de vitória e poder; o viver não pela consciência e desejos próprios, a perda da identidade na projeção do outro e de sua vida, a busca de uma vida alucinógena, excitante e imagética pelas drogas e álcool que exclui a realidade, embora afirme que a corrupção não se dê pela intensidade do jogo, mas por sua contaminação com a vida, é a mescla de jogo e realidade, perdem o equilíbrio, o desvirtuamento acontece, a obra se destina a educadores, sociólogos, antropólogos, estudiosos do lazer e da educação física que se voltam para a compreensão do jogo como forma de cultura e, sobretudo, como cultura de movimento humano. Representa reconhecer o papel do jogo nas diferentes sociedades e as dimensões.

 

CAILLOIS, Roger. OS JOGOS E OS HOMENS: A MÁSCARA E A VERTIGEM – Lisboa: Cotovia, 1990

Roger Caillois ( 03/03/1913 á 21/12/1978 ) Sociólogo e antropólogo francês, nos anos anteriores à Segunda Guerra Mundial, onde defendeu uma sociologia politicamente empenhada e ativa, activista político da extrema-esquerda, e durante toda a guerra viveria na Argentina, afastando-se decisivamente de uma carreira acadêmica que prometia grande brilhantismo. Toda a obra de Caillois se caracteriza por uma grande versatilidade e abrangência, tocando diversos ramos do conhecimento e das artes, e sendo percorrida por um estilo e uma filosofia extremamente próprios e inspirados.

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Cidades como lugares de inovação – XXVI

As cidades contudo terão que ser lugares produtivos, saudáveis e ambientalmente integrados. Isso implica novos modelos de pensar a cidade, de desenhar a cidade. As cidades são centros de inovação. As cidades podem-se comparar pela inovação que conseguem produzir. Cidades de inovação estão a surgir sobretudo nos lugares das velhas economias desenvolvidas. As velhas cidades industriais e de serviços, dos Estados Unidos, da Europa Ocidental, da Ásia Oriental são os lugares onde a inovação está a surgir.

Um dos objetivos do desenvolvimento sustentável é fazer com que estas bolsas de inovação social se espalhem por todo o mundo. É desejável que nos próximos 20 anos as cidades na América Latina, na África, no sul da Ásia, em outras partes do mundo, surgem.

Com as cidades inovadoras esperamos que surjam novas universidades, sejam criados novos negócios, e que novos estudantes possam ter acesso ao ensino criativo e produzir contributos para a sociedade, combinando a inclusão social, a produtividade económica e a sustentabilidade ambiental.

Há certamente um economia de inovação que está a crescer em torno dos polos de tecnologia no mundo. Nos Estados Unidos, no MIT, em São Francisco, em Silicon Valley etc. Se olharmos para estas novas cidades inovadoras, verificamos que elas agregam empresas tecnológicas e emprego altamente qualificado. Grandes e pequenas Startups estão a surgir a concentrar conhecimento que em conjunto, nos mesmos espaços, interage e inova.

Mas é necessário ter em atenção que os ODS procuram não deixar ninguém para trás. Procuram incluir. As novas tecnologias são também uteis para toda a sociedade. Temos que fazer com que os benefícios criados pela ciência cheguem a todos. As universidades são lugares onde toda esta incubação pode surgir. Será daí que irradiará para as comunidades, para as comunidades rurais. Será com as universidades e com as empresas que a elas se associem, que criem redes de conhecimento e pareceria para trabalhar sobre os problemas concretos dos diferentes territórios, do mar e da atmosfera, da comunidade local e da comunidade urbana, de grande e pequenos negócios.

A cidade sustentável é uma cidade que contribui de forma ativa para a riqueza económica, para o bem-estar e prosperidade social, para a inclusão social num ambiente sustentável, com instituições democráticas e pacíficas. As cidades são o centro deste movimento de transição.

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