Conclusão do Projeto Global Heritages

Conclui-se hoje o Projeto Global Heritages (2012-2017), realizado no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra

Resultados globais:

  • Este Site
  • 3 Revistas de Disseminação Científica
  • 4 Livros Publicados
  • 2 Livros Editados
  • 1 Capítulos em Livro
  • 1  Recensão
    • há várias recensões incluídas neste site
  • 18 Co-Edição em Revistas Científicas
  • 41 Artigos em Revistas Científicas
    • com 5 no prelo
  • 13 Artigos em Atas de Eventos
  • 43 Comunicações em Eventos
  • 10 Relatórios  Técnicos
  • 9 Working Papers
  • 12 Outras Publicações em jornais de divulgação
  • 8 Sites
  • 1 Museu
    • Museu Afro Digital
  • 1 Cátedra UNESCO “Educação, Cultura de Diversidade Cultural”

 

O programa será reformulado em 2018

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Heranças Globais – Disseminação científica (2012-2017)

Revistas

Livros publicados

  • Leite, Pedro Pereira (2017), Sociomuseologia e Dignidade Humana: Estudos sobre a Diversidade Cultural e o Desenvolvimento Sustentado. Lisboa: Marca DÁgua: Publicações e Projetos.
  • Leite, Pedro Pereira (2013), Heranças do Mar Salgado: A geocultura na Estratégia do Mar. Lisboa : Marca D’Agua .
  • Leite, Pedro Pereira; Fantasia, Ana (2013), Lisbon Saraswati: Experiencia das Viagens sobre as heranças de Lisboa. Ilha de Moçambique /Lisboa: Marca DÁgua .
  • Leite, Pedro Pereira (2012), Olhares Biográficos: A Poética da Intersubjetividade em Museologia. Lisboa/Ilha de Moçambique: Marca D’Agua : Edições e Projetos.

Livros editados

  • Leite, Pedro Pereira; Henriques, Isabel Castro; Ana, Fantasia (orgs.) (2013), Lisboa Africana: Lugares e percursos da memória africana na cidade. Ilha de Moçambique /Lisboa: Marca D’Agua -Publicações e Projetos.
  • Castro Henriques, Isabel; Leite, Pedro Pereira; Fernandes, Cátia (orgs.) (2013), Lugares de Memória da Escravatura e do Tráfico Negreiro (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe. Lisboa/Ilha de Moçambique: Comité Português da UNESCO A Rota do Escravo.

Capítulos em livros

Leite, Pedro Pereira (2015), “A Nova Museologia e os Movimentos Sociais em Portugal”, in Mário Sousa Chagas (org.), Museologia Social. UNICHAPECO: Editora Argos UNICHAPECO.

Recensões de livros

Leite, Pedro Pereira (2015) recensão crítica a Pablo Escobar (2007) , Post-development as a concept and social practice, London: Routledge, 35, in Informal Museology Studies, 5.

Co-Edição de Volumes de Revistas Científicas

  • Carvalho, Ana; Sousa Monteiro, Joana; Leite, Pedro Pereira (2017), “Políticas Museológicas” número temático em “Boletim do ICOM Portugal”, 8.
  • Leite, Pedro Pereira; Janeirinho, Luisa; Valleriani, António (2017), “17” número temático em “Museologia Social e Cidades Mundo: Uma Pedagogia Barroca”, 17.
  • Leite, Pedro Pereira; Carvalho, Ana (2016), “Museus e diversidade Cultural” número temático em “Boletim do ICOM Portugal”, 5.
  • Leite, Pedro Pereira (2016), “Ecomuseus e Museologia Social” número temático em “Informal Museolgy Studies”, 15.
  • Leite, Pedro Pereira, Carvalho, Ana, Monteiro, Joana de Sousa et al, (2015) número temático em “Boletim do ICOM Portugal”, 1/2015.
  • Leite, Pedro Pereira (2015), “Estudos sobre o Desenvolvimento” número temático em “Informal Museology Studies”, 8.
  • Leite, Pedro Pereira (2015), “Africanidades” número temático em “Lusotopias- Revista de Geocultura”, 2.
  • Leite, Pedro Pereira (2014), “serie II” número temático em “Boletim ICOM Portugal”, nº1.
  • Leite, Pedro Pereira (2014), “Merging” número temático em “Heranças Globais : Mergging”, 4.
  • Leite, Pedro Pereira (2014), “Neurociência Social e método sociodrama” número temático em “Heranças globais Memórias Locais”, 5.
  • Leite, Pedro Pereira (2014), “5” número temático em “Heranças Globais: Método Sociodramatico”, 5.
  • Leite, Pedro Pereira (2014) número temático em “Lusotopias – Revista de Geocultura”, 1.
  • Leite, Pedro Pereira (2014), “Informal Museolgy Studies” número temático em “Narrativas Biográficas e Investigação Científica”, 7.
  • Leite, Pedro Pereira; Isabel Castro, Henriques; Fernandes, Cátia (2013), “Lugares de Memória da Escravatura e do Tráfico Negreiro” número temático em “Comité Português A Rota do Escravo”, 1.
  • Leite, Pedro Pereira; Fantasia, Ana (2013), “Questões Sobre Estudos Africanos” número temático em “Heranças Globais sobre estudos africanos”, 2.
  • Leite, Pedro Pereira; Fantasia, Ana (2013), “3” número temático em “Heranças Globais – Método biográfico”, 3.
  • Leite, Pedro Pereira (2013), “Lisbon in real Time Exhibition Memory / Memory of an Exhibition” número temático em “Informal Museology Studies:Papers on Qualitative Research”, 1.
  • Leite, Pedro Pereira (2012) número temático em “Heranças Globais- Memórias Locais”, 1.

Artigos em revistas científicas

  • Leite, Pedro Pereira (2017), “A Museologia e a Relação entre Direitos Humanos e Ambiente”, Informal Museology Studies , 18, 18, 58-98.
  • Leite, Pedro Pereira (2017), “Educação Global e museologia social: Experiências do sul global sobre desenvolvimento sustentável”, Informal Museology Studies , 16, 16, 16 -27.
  • Leite, Pedro Pereira (2017), “Educação, Cidadania e Diversidade Cultural nas Cidades: Os desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Urbanismo”, Informal Museology Studies , 18, 18, 32-57.
  • Leite, Pedro Pereira; Janeirinho, Luísa ; Moutinho, Mário ; Primo, Judite (2017), “Educação, Cidadania e Diversidade Cultural: Cátedra UNESCO”, Informal Museology Studies , 17, 17, 8-12.
  • Leite, Pedro Pereira; Chagas, Mário; Moutinho, Mário ; Primo, Judite ; Stornino, Claudia (2016), “A Nova Recomendação da UNESCO sobre Museus Colecções sua Diversidade e Função Social”, Informal Museology Studies , 1, 13, 19-51.
  • Leite, Pedro Pereira (2016), “Diálogos sobre narrativas sobre o Excesso: Fundamentos de uma Museologia Nómada”, Informal Museology Studies , 12, 12, 38-59.
  • Leite, Pedro Pereira (2016), “DRAMA MUSEOLOGIA E PATRIMÓNIOS”, Informal Museology Studies , 1, 15, 7-11.
  • Leite, Pedro Pereira (2016), “Notas Milanesas sobre Ecomuseus e Museus Comunitários”, Informal Museology Studies , 14, 14, 88-99.
  • Leite, Pedro Pereira (2015), “Memórias Esbranquiçadas: as heranças africanas nos museus portugueses”, Atas do colóquio Arte Memória e Poder , 2, 2, 1-21.
  • Leite, Pedro Pereira; Primo, Judite dos Santos (2015), “Olhares biográficos em museologia: os desafios da intersubjetividade”, Cadernos de Sociomuseologia , 1, 5, 129-1244.
  • Leite, Pedro Pereira (2015), “Olhar o outro: narrativas museológicas sobre a diversidade na época da globalização”, Complutum – Revista da Universidade Complutense de Madrid , 26, nº 2 2015, 101-110.
  • Leite, Pedro Pereira (2015), “Movimientos sociales y nueva museología. La innovación brasileña”, Etnicex , 6, 6, 55-69.
  • Leite, Pedro Pereira (2015), “Cultura e Desenvolvimento?”, Informal Museolgy Studies , 11, 11, 66.
  • Leite, Pedro Pereira; Fantasia, Ana (2015), “Estudos sobre o Desenvolvimento”, Informal Museolgy Studies , 8, 8, 1-26.
  • Leite, Pedro Pereira (2015), “A emergência da escultura Makonde e a ideia de Moçambicanidade”, Lusotopias- Revista de Geocultura , 1, 2, 30-42.
  • Leite, Pedro Pereira; Carranca, Carlos (2015), “A Dignidade Humana e a Nova Narrativa para a Europa”, Museology Informal Studies , 10, 10, 17-44.
  • Leite, Pedro (2014), “A nova museologia e os movimentos sociais em Portugal”, Cadernos do CEOM – , 27, 41, 191-223.
  • Leite, Pedro Pereira (2014), “The sociodramatic Aproach on Informal Museology Studies”, Heranças Globais – Memórias Locais , 5, 5, 20-55.
  • Leite, Pedro Pereira (2014), “Social Neuroscience and Museology”, Heranças globais Memórias Locais , 5, 5, 3-15.
  • Leite, Pedro Pereira; Fantasia, Ana (2014), “As narrativas biográficas: oralidade e intersubjectividade”, Informal Museolgy Studies , 7, 7, 5-14.
  • Leite, Pedro Pereira (2014), “Cartas do Património: Instrumentos de participação no urbanismo”, Informal Museology Studies , 1, 7, 1-30.
  • Leite, Pedro Pereira (2014), “A relevância dos Museus de Macau para a Rede de Museus da Lusofonia”, Plataforma Macau , 1, 7, 28.
  • Leite, Pedro Pereira; Fantasia, Ana (2014), “As Narrativas Biográficas e as metodologias de investigação-acção sobre a memória e o esquecimento”, Proceedings of European African Congress on African Studies , 5, 5, 1-21.
  • Leite, Pedro Pereira; Fantasia, Ana (2013), “Cartografias dos Estudos Africanos”, Heranças Globais . Memórias Locais , 2, 2, 9-33.
  • Leite, Pedro Pereira (2013), “Museologia Informal e Investigação-Ação”, Heranças Globais . Memórias Locais , 2, 2, 35-48.
  • Leite, Pedro Pereira; Fantasia, Ana (2013), “Narrativas Biográfica e Investigação-ação”, Heranças Globais . Memórias Locais , 1, 2, 51-61.
  • Leite, Pedro Pereira (2013), “O ciclo de Cinema Escravatura e Tráfico de Seres Humanos”, Heranças Globais . Memórias Locais , 1, 2, 103-107.
  • Leite, Pedro Pereira (2013), “Oficina do Riso”, Heranças Globais . Memórias Locais , 1, 2, 99-102.
  • Leite, Pedro Pereira (2013), “Poética da Viagens Museológica: Viagens na Fronteira 1”, Heranças Globais . Memórias Locais , 1, 2, 88-95.
  • Leite, Pedro Pereira (2013), “Poética das Viagens Museológicas: Viagem em Moçambique I”, Heranças Globais . Memórias Locais , 1, 2, 76-88.
  • Leite, Pedro Pereira (2013), “Tertúlias na Baixa”, Heranças Globais . Memórias Locais , 1, 2, 95-98.
  • Leite, Pedro Pereira (2013), “Representações Cartográficas do Espaço Estratégico Português”, Informal Museolgy Studies , 3, 3, 14.
  • Leite, Pedro Pereira (2013), “Representações dos lugares de memória: Estudos de Geocultura do Mar no litoral português”, Informal Museology Studies , 4, 4, 1-25.
  • Leite, Pedro Pereira (2013), “Museologia, Desenvolvimento e Direitos Humanos”, VI Encontro de museus de Paises e Comunidades de Lingua portuguesa , 1, 6, 123-137.
  • Leite, Pedro Pereira (2012), “As narrativas Biográficas como metodologia da oralidade para operar a memória e o esquecimento”, Heranças Globais- Memórias Locais , 1, 1, 55-60.
  • Leite, Pedro Pereira (2012), “Cartografia da Memória”, Heranças Globais- Memórias Locais , 1, 1, 7-15.
  • Leite, Pedro Pereira (2012), “Encontros: Estratégias de Mediação na Poética da Intersubjetividade”, Heranças Globais- Memórias Locais , 1, 1, 16-20.
  • Leite, Pedro Pereira (2012), “Narrativas Biográficas e as Metodologias da Memória e do Esquecimento”, Heranças Globais- Memórias Locais , 1, 1, 52-54.
  • Leite, Pedro Pereira (2012), “Reflexão sobre a Poética da Viagem na Museologia”, Heranças Globais- Memórias Locais , 1, 1, 62-78.
  • Leite, Pedro Pereira (2012), “Sociomuseologia y globalización”, Revista de Museologia , 1, 53, 10.
  • Leite, Pedro Pereira (2012), “Museologia, Património e Direitos Humanos”, Series de Investigación Iberoamericana en Museologia , 4, 3, 215-226.

Artigos em atas de eventos

  1. Leite, Pedro Pereira (2017-01-12), “The Biographical Approach in Museological methodology: The Catembe project ecommuseum (Mozambike)” in ICOM Congress – Ecomuseu.eu (org.), Forum of Ecomuseums and Communitary Museums. Milano: Ecomnusei.eu, 7.
  2. Leite, Pedro Pereira (2015-11-13), “Árvore das Memórias” in Rede das Cidades Educadoras (org.), Atas do VI Encontro Nacional da Rede de Cidades Educadoras. Almada: Camara Municipal de Almada, 92-94.
  3. Leite, Pedro Pereira (2015-08-10), “Modos de Fazer e Estar em Djabula Mozambike” in Centro de Estudos Sociais (org.), Internacional Colloquium Episthemologies of theSouth. Coimbra: Centro de Estudos Sociais, 230-257.
  4. Leite, Pedro Pereira (2015), “Museologia e Inovação social” in Instituto de História Contemporânea da FCSH (org.), Atas do Encontro Patrimonialização e sustentabilidade do Património. Lisboa, Faculdade Ciencias Sociais e Humanas UNL.
  5. Leite, Pedro Pereira (2015), “O jardim da Memória e o fenómeno da escravatura na Ilha de Moçambique” in Centro de Estudos sobre Africa e o desenvolvimento (org.), working Pappers CEsA. Lisboa: Centro de Estudos sobre Africa e o Desenvolvimento, 10.
  6. Leite, Pedro Pereira (2014-06-29), “As Narrativas Biográficas e as metodologias de investigação-acção sobre a memória e o esquecimento” in Manuel João Ramos e Clara Carvalho (org.), 5º European Congress on African Studies. Lisboa: Centro de Estudos Africanos IUL, 1-13.
  7. Leite, Pedro Pereira (2013-9-23), “Mozambike Peace Process” in Hellen Perry (org.), Heritage Pratices on Contested Spaces. Limavaley: Causeway Museum Service, 25.
  8. Leite, Pedro Pereira (2013-11), “O Hospital de Moçambique: As fórmulas Europeias de construção da Saude colonial” in Ana Luísa Janeiro (org.), Atas do Colóquio Internacional Conhecimento e Ciência Colonial. Lisboa: Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência, 1.
  9. Leite, Pedro Pereira (2013-10), “Memórias Esbranquiçadas: As heranças Africanas nos Museu de Portugal” in Mirryam Sepulveda Santos, Mauricio Baros de Castro (org.), Atas II Seminário Arte, Cultura e Poder. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 11.
  10. Leite, Pedro Pereira (2013-09-2), “Casa Muss-amb-ike. O compromisso no processo museológico” in Crsitina Bruno, Marília Xavier Cury (org.), I Simpósio Internacional de Museologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, 33.
  11. Leite, Pedro Pereira (2013-06-30), “As Narrativas Biográficas e as metodologias de investigação-acção sobre a memória e o esquecimento” in Manuel João Ramos e Clara Carvalho (org.), 5º European Congress on African Studies. Lisboa: Centro de Estudos Africanos IUL, 1-13.
  12. Leite, Pedro Pereira (2012-11), “As Janelas da museologia informal: uma proposta de olhar para aforma do espaço museológico” in Cêca Guimaraens (org.), Museografia e Arquitetura de Museus- conservação e tecnicas sensoriais. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro FAQ, 29-56.
  13. Leite, Pedro Pereira (2012), “Museologia, Património e Direitos Humanos” in Assensio, Pol, Assensio & Castro (org.), Atas do III Seminario Ibero Americano de Museologia. Madrid: Universidade Autónoma da Madrid, 215-226.

Comunicações em encontros científicos

  1. Leite, Pedro Pereira (2017), “”Sob o signo do Capricórnio: o 18º MINOM – Córdova Argentina”, comunicação apresentada na/o Museologia fora de Portas, Museu de História Natural da Universidade de Lisboa, 16 a 16 de Dezembro.
  2. Leite, Pedro Pereira (2017), “O Potencial Criativo das Cidades Museu”, comunicação apresentada na/o Encontro da Rede Museística de Lugo, Museu Provincial de Lugo, 30 de Novembro a 01 de Dezembro.
  3. Leite, Pedro Pereira; Moutinho, Mário; Primo, Judite (2017), “Heranaçs Globais – Memórias Locais”, comunicação apresentada na/o Seminário Internacional IBERMUSEUS – 10 anos , CCBB Brasília, 28 a 29 de Novembro.
  4. Leite, Pedro Pereira (2017), “Árvore das Memórias – Oficina de Museologia Social”, comunicação apresentada na/o XII Encontro de Educação Escola Sem Muros, Convento dos Capuchos – Almada, 18 a 18 de Novembro.
  5. Leite, Pedro Pereira (2017), “Ligar Pessoas – Criar Pontes: Os desafios das Redes de Museus em Portugal”, comunicação apresentada na/o IV Encontro da Associação Portuguesa de Casas Museus, Casa do Brasil – Santarém, 03 a 03 de Novembro.
  6. Leite, Pedro Pereira (2017), “Passagens – Experiencias de Libertad en Espacios de transición”, comunicação apresentada na/o 18º Encontro do MINOM, Museu Evita Peron – Cordoba Argentina, 09 a 14 de Outubro.
  7. Leite, Pedro Pereira; Primo, Judite (2017), “A Sociomuseologia como formação integral: a acessibilidade universal”, comunicação apresentada na/o IV Congresso Internacional Educação e Acessibilidade em Museus e Património, Lisboa, 02 a 04 de Outubro.
  8. Leite, Pedro Pereira (2017), “Peregrinações pela Ilha de Moçambique na era do Antropoceno”, comunicação apresentada na/o VII Encontro da Rede BrasPor, Sesimbra, 18 a 21 de Setembro.
  9. Leite, Pedro Pereira (2017), “Tree of Memories – Global Heritege Research Project”, comunicação apresentada na/o Encontro com a Ciência 2017, Feira Internacional de Lisboa, 03 a 05 de Julho.
  10. Leite, Pedro Pereira (2017), “Global Education and Sociomuseology: Experiences from the Global South on Sustainable Development”, comunicação apresentada na/o The Subjetive Museum The impact of participative strategies on the museum, Museu de Frankfurt, 26 a 28 de Junho.
  11. Leite, Pedro Pereira (2017), “O Kairós na análise do fenómeno da escravatura na obra de José Capela”, comunicação apresentada na/o COLÓQUIO INTERNACIONAL “José Capela e a história de Moçambique: 45 anos depois de O vinho para o preto, Faculdade de letras da Universidade do Porto, 29 a 30 de Maio.
  12. Leite, Pedro Pereira (2017), “A Diversidade Cultural e a Economia Criativa nas cidades educadoras”, comunicação apresentada na/o VII Congresso Nacional da Rede Territorial Portuguesa de Cidades Educadoras, Guarda, 25 a 27 de Maio.
  13. Leite, Pedro Pereira (2017), Organização de Museologia e Cidade: Dialogos Ausentes, Casa dos Amigos do Minho – Mouraria, 18 a 18 de Maio.
  14. Leite, Pedro Pereira (2017), Organização de 11º Congresso Ibero americano de psicodrama, Fábrica Braço de Prata, 03 a 06 de Maio.
  15. Leite, Pedro Pereira (2017), “Intervenção de Abertura no Seminário”, comunicação apresentada na/o Consulta à Sociedade Civil sobre a Agenda 2030 para Portugal, Assembleia da Republica- Auditório Almeida Santos, 19 a 19 de Abril.
  16. Leite, Pedro Pereira (2017), “Novos Desafios para a Museologia Social”, comunicação apresentada na/o Encontro de Primavera do MINOM Portugal, Museu de História Natural, 25 a 25 de Março.
  17. Leite, Pedro Pereira (2017), Organização de 7º Seminário Internacional de Sociomuseologia, Universidade Lusófona de Humanidade e Tecnologia, 03 a 11 de Fevereiro.
  18. Leite, Pedro Pereira; Primo, Judite Santos (2016), “O Espírito do Lugar na Mouraria:Experiência de museologia nómada”, comunicação apresentada na/o 5º Seminário Internacional Museografia e Arquitetura de Museus, Rio de Janeiro, Lisboa, Madrid, Recife, 27 a 28 de Outubro.
  19. Leite, Pedro Pereira (2016), “Museologia Nómada e o Espírito do Lugar: Experiencia Museal”, comunicação apresentada na/o 17th international Conference MINOM-ICOM , Nazaré – Rondônia – Brasil, 03 a 06 de Agosto.
  20. Leite, Pedro Pereira; Chagas, Mário (2016), “The Biographical Approach in Museological methodology: The Catembe project ecommuseum (Mozambike) “, comunicação apresentada na/o Ecomusei.eu / ICOM Milano, Polotécnoco de Milão, 04 a 08 de Julho.
  21. Leite, Pedro Pereira (2016), Organização de Diversidade Cultural na Lusofonia, Universidade Lusófona, 03 a 03 de Maio.
  22. Leite, Pedro Pereira; Camacho, Clara ; Carvalho, Ana (2016), “A Recomendação da UNESCO relativa a Museus, Colecções e Sua Função Social”, comunicação apresentada na/o Jornadas da Primavera : ICOM Portugal, Palácio da Ajuda, 28 a 28 de Março.
  23. Leite, Pedro Pereira (2016), Organização de VI seminário de Investigação em sociomuseologia, Lisboa, 22 a 23 de Janeiro.
  24. Leite, Pedro Pereira (2015), “Árvore das memórias: lugares e saberes do sul”, comunicação apresentada na/o VI Congresso Internacional das Cidades Educadoras, Almada, 11 a 13 de Novembro.
  25. Leite, Pedro Pereira (2015), “Desafios da História da enfermagem: da guerra da Crimeia á Saúde global”, comunicação apresentada na/o II Congresso Internacional de História da Enfermagem, Lisboa, 09 a 10 de Novembro.
  26. Leite, Pedro Pereira; Ana, Fantasia; Antunes, Manuel; Vicente, Pedro; Teixiera, José (2015), Organização de Dia de África 2015, Universidade Lusófona, 25 a 25 de Junho.
  27. Leite, Pedro Pereira; Zacarias, Filipa (2015), “Círculos de Memória no Catembe: práticas de intersubjetividade em neurociência social”, comunicação apresentada na/o II Simpósio Intenracional EDISO, Coimbra, 18 a 20 de Junho.
  28. Leite, Pedro Pereira (2015), “Looking Catembe from the Indian Ocean”, comunicação apresentada na/o 2nd International AEGIS Thematic Conference on Africa and the Indian Ocean, Lisboa, 09 a 10 de Abril.
  29. Leite, Pedro Pereira; Teixeira, José; Floréncio, Fernando; Fantasia, Ana; Galhano, Isabel; Brugioni, Elena ; Osório, Isabel (2014), Organização de Narrativas Biográficas e Investigação científica, Centro de Estudos Sociais, 05 a 05 de Dezembro.
  30. Leite, Pedro Pereira (2014), “Museologia e Inovação Social”, comunicação apresentada na/o Encontro Patrimonialização e sustentabilidade do Património, Lisboa, 26 a 29 de Novembro.
  31. Leite, Pedro Pereira; Carozza, Chiara (2014), “Promoting innovative epistemologies and methodologies towards an “ecology of knowledges””, comunicação apresentada na/o PostDoc Day, Universidade de Coimbra, 30 de Outubro.
  32. Leite, Pedro Pereira; Fantasia, Ana (2014), “O Jardim da Memoria da Ilha de Moçambique e o fenómeno da Escravatura”, comunicação apresentada na/o 9 Congresso Ibérico de Estudos Africanos , CES Coimbra, 11 a 13 de Setembro.
  33. Leite, Pedro Pereira; Fantasia, Ana; Filipa, Zacarias; Patrícia, Maridalho (2014), Organização de International Colloquium Epistemologies of the South, Universidade de Coimbra, 10 a 12 de Julho.
  34. Leite, Pedro Pereira; Fantasia, Ana (2014), “Lusotpia: Revista de Geocultura”, comunicação apresentada na/o 5º encontros de Museologia Informal, Maputo, 16 a 16 de Maio.
  35. Leite, Pedro Pereira; Irina, Castro; Tiago, Castela; Rita, Serra (2014), Organização de Democratiza ro Território Superar a Dicotomia Urbano Rural, CES Coimbra, 21 a 21 de Janeiro.
  36. Fantasia, Ana; Leite, Pedro Pereira (2013), “O Hospital de Moçambique: As Fórmulas de Construção da Saúde Colonial”, comunicação apresentada na/o Colóqui Internacional Conhecimento e Ciência Colonial, Lisboa, 26 a 29 de Novembro.
  37. Leite, Pedro Pereira (2013), “Memórias Esbranquiçadas: A Herança Africana nos Museu de Portugal”, comunicação apresentada na/o Arte, Cultura e Poder, Rio de Janeiro, 09 de Outubro a 12 de Setembro.
  38. Leite, Pedro Pereira (2013), “Mozambike Peace Process”, comunicação apresentada na/o Heritages Pratices on Cotested Places, Limavaleu, 23 a 26 de Setembro.
  39. Leite, Pedro Pereira (2013), “Narrrativas Biográfica: Processos de Pesquisa sobre Memória e Esquecimento”, comunicação apresentada na/o Antroplogia em ContraPonto, Universidade de Trás-os-Montes, 08 a 11 de Setembro.
  40. Leite, Pedro Pereira (2013), “Casa Muss-amb-ike: O Compromisso no Processo Museológico”, comunicação apresentada na/o 1º Simpósio Internacional de Pesquisa em Museologia, Pinacoteca do Estado de São Paulo, 02 a 05 de Setembro.
  41. Leite, Pedro Pereira; Ana, Fantasia (2013), Organização de 5th European Congress on African Studies, ISCTE-IUL, 25 a 30 de Junho.
  42. Leite, Pedro Pereira; Fantasia, Ana (2013), “A rota do Escravo: Um pouco de Hiatória e atialidade sobre a criança em áfrica”, comunicação apresentada na/o European Children’s Rights, Lagos – Agrupamento de Escolas Júlio Dantas, 25 a 25 de Maio.
  43. Leite, Pedro Pereira (2012), “Reencontros: A Museologia como Instrumento de Reconstrução da Memória Social”, comunicação apresentada na/o 8º Congresso Iberico de Estudos Africanos, Madrid, 14 a 16 de Junho.

Relatórios

  1. Plataforma da Sociedade Civil para os ODS em Portugal (coord.); Leite, Pedro Pereira (2017), Seminário de apresentação pública das recomendações para implementação dos ODS em Portugal – Resultados do processo de Consulta à Sociedade Civil que decorreu em 2016 -, Lisboa: Plataforma da Sociedade Civil para a Agenda 20130, 150.
  2. Pedro Pereira Leite (coord.); Leite, Pedro Pereira (2016), Heranças globais: Experiências de cruzar fronteiras nos saberes, Lisboa: Pedro Pereira Leite, 23.
  3. Pedro Pereira Leite (coord.); Leite, Pedro Pereira (2015), A Inclusão dos Saberes das Comunidades, Lisboa: Centro de Estudos Sociais, 16.
  4. Pedro Pereira Leite (coord.); Leite, Pedro Pereira (2014), Relatório Heranças Globais – Memórias Locais, Maputo: CES, 40.
  5. Pedro Pereira Leite (coord.); Leite, Pedro Pereira (2013), Fronteiras: 3º Relatório das Heranças Globais , Coimbra: CES, 43.
  6. Pedro Pereira Leite (coord.); Leite, Pedro Pereira (2013), O Barroco e a Festa- Relatório 4, Coimbra: Centro de Estudos Sociais, 78.
  7. Pedro Pereira Leite (coord.); Leite, Pedro Pereira (2012), Cartografias das Heranças Globais, Coimbra: CES, 106.
  8. Pedro Pereira Leite (coord.); Leite, Pedro Pereira (2012), Reconstruções. 2º Relatório das Heranças Globais, Lisboa: CES, 178.
  9. Pedro Pereira Leite (coord.); Leite, Pedro Pereira (2011), Relatorio de Atividades no Pós-Doutoramento em Museologia, Lisboa/Ilha de Moçambique: Marca D’Agua : Edições e Projetos, 12.

Working papers

  1. Leite, Pedro Pereira (2017). “Paisagens Sonoras de Lisboa”, in Jornadas europeias do Património, 2017, Lisboa 21 de setembro em Anagrama-StudioLab.
  2. , Pedro Pereira(2016), “Performatividades e Oralidades em Museologia Social”, Lusotopias – Revista de Geocultura, 3.
  3. Leite, Pedro Pereira(2013), “Exhibition Memory / Memory of an Exhibition”, Informal Museology Studies # 7, 7.
  4. Leite, Pedro Pereira(2012), “Estratégias de Mediação na Poética da Intersubjetividade”, III Encontro Internacional Entre as Artes ou entre os Públicos, III.
  5. Leite, Pedro Pereira(2012), “Heranças do Mar Salgado: a geocultura na Estratégia do Mar”, Estudos de Museologia Informal nº 6, 6.
  6. Leite, Pedro Pereira(2012), “Lisbon Saravwasti”, Estudos de Museologia Informal nº 5, 5.
  7. Traduções
  8. Franco Cassano (2017), Il pensiero meridiano oggi: Intervista e dialoghi con Franco Cassano, O Pensamento Meridional: Entrevista a Franco Cassano. Ilha de Moçambique: Marca d’Agua.
  9. Margarido, Alfredo (2013), Créateurs versus expositeurs, Criadores versus Expositores. Ilha de Moçambique: Marca d’Agua.

Outras Publicações

  1. Leite, Pedro Pereira (2013), “O Hospital de Moçambique: as fórmulas europeias de construção da saúde colonial”, Colóquio Internacional: conhecimento e ciência colonial , 1, 1.
  2. Leite, Pedro Pereira (2014), “A Relevância dos Museus de Macau para a Rede de Museus da Lusofonia”, Plataforma Macau , 12, 52.
  3. Leite, Pedro Pereira (2015), “Para que servem os Museus ?”, Plataforma macau , 28/03/2015, 1.
  4. Leite, Pedro Pereira (2014), “O meu avô António e as questões de Cidadania e Defesa”, Cidadania e Defesa , 52, 23-24.
  5. Leite, Pedro Pereira (2014), “O dia Internacional dos Museus em Maputo”, Boletim do ICOM Portugal , 51, 4.
  6. Leite, Pedro Pereira; Carvalho, Ana; Camacho, Clara (2016), “Contextos e Desafios da Nova Recomendação da UNESCO para Museus e Colecções”, Boletim do ICOM Portugal , 7, 9-19.
  7. Leite, Pedro Pereira (2016), “Fórum dos Ecomuseus e Museus Comunitários 24.ª Conferência Geral do ICOM”, Boletim do ICOM Portugal , 7, 29-30.
  8. Leite, Pedro Pereira (2016), “Memória Acesa XVII Conferência Internacional do MINOM”, Boletim do ICOM Portugal , 7, 32-33.
  9. Leite, Pedro Pereira (2017), “Museus e Património Local: Interacção e Desenvolvimento no Séc. XXI 6.º Encontro da Plataforma Mouseion”, Boletim do ICOM Portugal , 8, 30-31.
  10. Leite, Pedro Pereira (2017), “Tree of Memories Global Heritage –Research Project”, Encontro com a ciência , 2017, poster.
  11. Leite, Pedro Pereira (2017), “Contributos para uma urgente e necessária política museológica nacional”, Boletim do ICOM , 9, 12-18.
  12. Leite, Pedro Pereira (2017), “Para Onde Vai a Economia Portuguesa? – O contributo da Economia Criativa”, Programa Fronteiras XXI , 5 de julho 2017.

Broadsides

2013 – Global Heritages – he inclusion of community knowdlege on territorial development (Research Book) de Pedro Pereira Leite. Editado em Hypotheses.org por http://globalherit.hypotheses.org/.

  • Onde forma publicados 1340 postais
  • 35 páginas de onde saíra uma publicação final

2014 – Jacaranda : Práticas de Transição, autoria de Pedro Pereira Leite. Editado em Lisboa por Marca D’Agua . em https://axiodrama.wordpress.com/

2014 – Lusotopias-Revista de Geocultura, autoria de Pedro Pereira Leite. Editado em Lisboa- Maputo por Marca d’agua. https://lusotopias.wordpress.com/

2013 – Comité Português a Rota do Escravo, autoria de Pedro Pereira Leite. Editado em Lisboa por http://pedropereiraleite.wordpress.com/.

2013 – Informal Museology studies, autoria de 2013. Editado em Lisboa por http://informalmuseology.wordpress.com/.

2013 – Museu Digital Afro-portugues, autoria de Pedro Pereira Leite. Editado em worpress.com por http://museudigitalafroportugues.wordpress.com/.

2012 – Casa Muss-amb-ike, autoria de Pedro Pereira Leite. Editado em Maputo por http://casamuzambike.wordpress.com/.

2012 – Heranças Globais – memórias locais, autoria de Pedro Pereira Leite. Editado em Lisboa por http://globalheritages.wordpress.com/.

2016 – Museologia social e Ecomuseus em Portugal –autoria Pedro Pereira Leite, Editado em Lisboa https://ecomuseus.wordpress.com/

2015 –Museologia e Movimentos Sociais – Processos Museológicos de Inovação Social https://wordpress.com/view/museologiaemovimentosociais.wordpress.com

2015- Inventário Participativo – Processos ecomuseais. https://wordpress.com/view/inventarioparticipativo.wordpress.com

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Mulheres Corticeiras de Stefania Mattarello

 

Um bom amigo ofereceu-me neste final de ano esta publicação, já de 2010, editada pela euronatura. Com vários artigos, sobre o tema então emergente, o do património corticeiro, e  outro já do main streem, as questões deo género, aqui relacionados no âmbito duma atividade profissional, que é por tradição masculina. dá visibilidade à mulher e ao seu contributo para este mundo que liga a natureza, a industria e a cultura

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Disparem sobre o Utopista de Raquel Lima

De Raquel Lima

Referência do documento impresso

Raquel Lima, « Disparem sobre a utopista! », Revista Crítica de Ciências Sociais, 114 | 2017, 245-248.

Referência eletrónica

Raquel Lima, « Disparem sobre a utopista! », Revista Crítica de Ciências Sociais[Online], 114 | 2017, colocado online no dia 20 Dezembro 2017, criado a 28 Dezembro 2017. URL : http://journals.openedition.org/rccs/6852

Paira um fantasma no ar,
o de que todas as conquistas são frágeis e reversíveis.
Tudo pode ser destruído de um dia para o outro,
Tudo o que é sólido se desfaz no ar…
E hoje?
Hoje quando observo e absorvo esta urgência,
esta necessidade de pensar para além do possível, do credível e do verosímil,
quando percebo que a política degrada exponencialmente à medida que degrada a natureza,
quando percebo com toda a certeza que hoje, há esta urgência e esta necessidade no ar
De deixar de ver as notícias sobre injustiças do nosso tempo com essa naturalidade típica e conformista, duma indiferença atroz e nada salutar…
Esta necessidade de não querer ser só literária mas ser social
Esta necessidade impossível, e que por ser impossível é necessária
E não o contrário reformista que nos foram vendendo, vendando os olhos da cega
Porque muitos olham mas poucos vêem
Que as expectativas de ver de uma cega são à partida negativas,
E que existe esse mal-estar, essa fragilidade de que tudo desapareceu aos seus olhos de um momento para o outro
E que o seu olhar não se vai aperfeiçoando, nem mesmo depois de morta
A sua cegueira é já perfeita, completa, e por isso a sua visão só tem que ser nula
Os seus olhos, são um território em que já não é possível a perfeição
E por isso já não é preciso sonhar, quando já se tornou irreversível a sua exclusão de todos os lugares, a da cega
Aqui na nossa cegueira o fim chegou antecipado, apocalíptico, desastroso, e aqui o medo e a austeridade mataram há já muito a esperança
O medo!
O medo de ser… O medo que tem tudo,
O medo tem ambulâncias,
O medo tem sirenes,
O medo tem capacetes e cintos de segurança
O medo tem terrorismo
Aqui o medo já há muito matou
a esperança

E quem não tem medo do nosso medo?
Quem não tem medo do monstro das 3 cabeças?
Quem é que ainda o vê como a melhor das possibilidades no meio de todas as crenças?
Serão heróis? Os que se arrastam até aqui para ser explorados?
Serão heróis esses homens e mulheres que morrem afogados?
Heróis silenciados…
Num silêncio que grita por um mundo melhor.
Mataram esse utopista!!! Não. Nem sequer tiveram que disparar sobre ele,
Ele suicidou-se quando tentava viver, e atrás dele seguiram outros
Sem medo, sem medo de já estarem mortos
Sem medo dessa repetição
Porque mesmo que lhes mostrem repetidamente a ideia de morte eles acreditam que não a vão repetir
Em movimentos limitados, eles expandem-se nesse acto de amor
Será um refugiado emancipado apenas um refugiado morto?
Ou será ele um sintoma dessa utopia urgente e necessária?
E mesmo não sabendo se é possível ou não, será ele o único em condições para responder?
Vindo ele dessa exclusão abissal intolerável e diária.

Aqui deste lado (e nestas condições) dizem que a utopia é impossível
Enquanto o excesso de capital cresce eternamente e nunca é suficiente
Enquanto não existirem limites para o dinheiro e a propriedade
Enquanto o medo avassalador estiver sempre presente
Aqui deste lado tentamos mais, sempre mais, para no final irmos para um lugar melhor, o paraíso… Sem saber que a nossa esperança imposta consome outras esperanças
E em pleno juízo seguimos, com a nossa meta na felicidade de ter mais,
Com o nosso sonho implementado de fora, do nada
duma coisa que não é natural nem humana, mas que nos é plantada
Já não há flores utópicas a crescer neste jardim…
Porque para alguns é necessário plantar a ruptura,
Mas para a maioria não
Porque para uns criar os seus próprios valores é já uma revolução
Porque para uns não se submeter ao que é imposto é a única forma de emancipação

E quem vai perceber essa sabedoria dos periféricos?
Quem vai chegar até esse ponto de humildade?
Quando a elite está condicionada pela sua própria superioridade
Quem vai ter peito para encarar a dificuldade de uma pessoa sem universidade?

Quem vai querer largar as teorias para abraçar as utopias?
As utopias das vivências e da sabedoria
Quem vai largar as teorias que geram facilmente arrogância?
Para abraçar a humildade intrínseca onde há sabedoria e esperança?

Quem vai pensar para além da sua condição?
Expandir o Presente, encolher o Futuro e aumentar as possibilidades de alternativas?
Quando há poucas alternativas…
Quem vai se lembrar do mais importante na vida – dos afectos?
E de que não existe um ser melhor do que outro
Mas sim atitudes melhores do que outras
Será que ser utópico é uma dessas atitudes?
Quando mesmo a utopia dos pobres pode gerar a repitação dos ricos
Porque é preciso manter a maioria na ignorância
Para continuarem a construir as nossas estradas
Para continuarem a costurar as nossas roupas
Para conrinuarem a plantar o que comemos
Para continuarem a fazer a base da sociedade sem terem a consciência de que são a parte mais importante!
Para se continuarem a sentir fracos, invisíveis, impotentes…

E se a utopia é procurar uma humanidade melhor
Quando ainda não existe humanidade?
E se a utopia procura um território melhor
Quando já não existe esse território?

Já não interessa transpôr essa linha abissal
Convém ficar em cima, no topo, dessa linha
O caos é o espaço ideal para ocorrer a transição emancipatória
Mas do outro lado as leis que nos regulamentam não são suficientes
Há todo um espaço de leis ausentes onde os mais excluídos continuam a lutar pacificamente
Porque paz significa mente
E a utopia contemporânea está nas mentes como dissidência, como insurgência
Como um caminhante que desconhece o seu caminho mas sabe qual é a sua realidade
É a presença de querer ser futuro no desconhecido
E cada passo é pesado mas não existe a hipótese de não avançar
Na mala tem novos planos e infinitas possibilidades
Mas no bolso, mais à mão, tem a vontade de as conquistar
E vai lutar por elas, vai escavar onde nunca foi escavado
Vai escavar o silêncio, e fazer as questões que ficaram por perguntar

A sua identidade é múltipla, inacabada, sempre em processo de reconstrução
Uma identidade em curso sujeita a constante reivenção

Para ele não existe fracasso porque desconhece os seus direitos, ou as leis que o regulamentam
Por isso resiste, persiste, sem coerência
e eficácia garantida
E quanto mais à vontade me sente na fronteira, melhor se explora e emancipa
Viver na fronteira em suspenção, num espaço vazio, num tempo entre tempos
O seu carácter (e o seu coração) é aberto, inacabado, autónomo e criativo, e vem das margens, da periferia, da fronteira, da linha abissal
O seu passo é excêntrico, exagerado, subversivo, turbulento e transitório
A sua meta é inventar tudo, incluindo o próprio acto de inventar
É um ser híbrido, provisório e temporário, e as suas raízes se deslocam tãonaturalmente como o solo que as sustenta
Porque mais difícil do que crescer asas que voam,
É crescer asas com raízes
E nesse local ela cria raízes e laços
preciosos porque são raros, precários e vitalmente úteis
Ali, nessa micro-fronteira utópica, são todas clandestinas, ilegais, indocumentadas, deslocadas, refugiadas em busca de asilo
Com um pé na terra e outro sem Estado, prosseguem pacíficas, esse é o seu estado
Pensam ir para Norte mas vão para Sul, vão desnorteadas
Já não há meios para atingir os fins porque desconhecem esse Monstro que as assombra
Já podem disparar sobre a utopista,
Disparem contra a utopista!
Disparem contra a utopista até que ela caia no chão
Disparem com as vossas balas inúteis, quando ela morre por auto-determinação
Porque para ela “cada momento é eterno enquanto dura”.

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Manifesto de Leiden sobre avaliação científica

Diana Hicksa, Paul Woutersb, Ludo Waltmanb, Sarah de Rijckec e Ismael Rafolsc, d, e

  1. School of Public Policy, Georgia Institute of Technology, Atlanta, EUA
  2. Centre for Science and Technology Studies (CWTS), Universidade de Leiden, Holanda
  3. Ingenio (CSIC-UPV), Universidade Politécnica de Valência, Valência, Espanha
  4. Science Policy Research Unit (SPRU), Universidade de Sussex, Brighton, Reino Unido
  5. Observatoire des Science et des Téchniques (OST-HCERES), Paris, França

(Tradução em Português brasileiro de Hicks et al. The Leiden Manifesto for research metrics. Nature, v. 520, p. 429-431, 2015. /)

Cada vez mais se utilizam dados para gerenciar a ciência. As avaliações da pesquisa, que já foram individualizadas, solicitadas e realizadas por pares, atualmente são rotineiras e baseadas em métricas (1). A questão é que agora a avaliação é majoritariamente dependente de dados, ao invés de juízos de valor. As métricas proliferaram: em geral bem intencionadas, nem sempre bem informadas, e frequentemente mal aplicadas. Corremos o risco de prejudicar o sistema da ciência com as próprias ferramentas projetadas para melhorá-lo, uma vez que a avaliação é cada vez mais realizada por instituições sem o devido conhecimento sobre as boas práticas e sobre a interpretação adequada de indicadores.

Anteriormente a 2000, os especialistas utilizavam em suas análises o Science Citation Index (SCI) do Institute for Scientific Information (ISI), em sua versão em CD-ROM. Em 2002, a Thomson Reuters lançou uma plataforma web integrada, tornando a base Web of Science (WoS) acessível a um público mais amplo. Logo surgiram índices de citações concorrentes: a base Scopus, da Elsevier (lançada em 2004) e o Google Scholar (versão beta lançada em 2004). Outras ferramentas baseadas na web surgiram para facilitar a comparação da produtividade da pesquisa institucional e seu impacto, como o InCites (que usa dados da WoS) e o SciVal (com dados da Scopus), bem como aplicativos para analisar perfis individuais de citação com dados do Google Scholar (Publish or Perish, lançado em 2007).

Em 2005 Jorge Hirsch, físico da Universidade da Califórnia em San Diego, propôs o Índice h, popularizando a contagem de citações de pesquisadores individuais. O interesse pelo Fator de Impacto de revistas cresceu de forma constante a partir de 1995.

Mais recentemente, ganham impulso métricas relacionadas ao uso social e conversações online – como o F1000 Prime, criado em 2002; o Mendeley, em 2008; e o Altmetric.com, em 2011.

Como cientometristas, cientistas sociais e gestores de pesquisa, temos observado com crescente apreensão a má aplicação generalizada de indicadores na avaliação do desempenho científico. Os exemplos a seguir são apenas alguns de inúmeros casos. Em todo o mundo, as universidades tornaram-se obcecadas com a sua posição nos rankings mundiais (a exemplo do Ranking de Xangai e da lista do Times Higher Education – THE), apesar dessas listas serem baseadas, no nosso ponto de vista, em dados imprecisos e indicadores arbitrários.

Algumas instituições solicitam o valor do  Índice h dos pesquisadores candidatos a seus postos.  Várias decisões de promoção e fomento de universidades baseiam-se nos valores do Índice h e no número de artigos publicados em revistas de “alto impacto”. Os currículos dos pesquisadores transformaram-se em espaços para alardear essas pontuações, principalmente na área da Biomedicina. Em todos os lugares, orientadores pressionam prematuramente seus alunos de doutorado a publicar em revistas de “alto impacto” e obter financiamento externo.

Na Escandinávia e na China, algumas universidades distribuem fundos ou bônus para as pesquisas com base em números: por exemplo, por meio do cálculo das pontuações de impacto para alocar recursos baseados no “desempenho individual”,  ou concedendo bônus aos pesquisadores para que publiquem em periódicos com Fator de Impacto maior de 15 (2).

Em muitos casos, os pesquisadores e avaliadores ainda exercem um julgamento equilibrado. No entanto, o abuso de métricas da pesquisa tornou-se disseminado demais para ser ignorado.

Assim, apresentamos o Manifesto de Leiden, nomeado após a conferência em que se consolidou (ver http://sti2014.cwts.nl). Seus dez princípios não são novidade para os cientometristas, embora nenhum de nós seria capaz de recitá-los na íntegra, devido à falta de uma  codificação integradora até o momento. Luminares do campo da Cientometria, como Eugene Garfield (fundador do ISI), já se referiram a alguns desses princípios (3, 4). Mas esses especialistas não estão presentes quando os avaliadores se reportam aos gestores universitários que também não são especialistas na metodologia pertinente. Os cientistas que procuram a literatura para contestar ou questionar as avaliações só encontram as informações de que necessitam no que são, para eles, periódicos obscuros e de difícil acesso.

Assim, oferecemos essa síntese das melhores práticas de avaliação da pesquisa baseada em métricas, para que os pesquisadores possam confiar em seus avaliadores, e para que os avaliadores possam confiar em seus indicadores.

OS DEZ PRINCÍPIOS

  1. A avaliação quantitativa deve dar suporte à avaliação qualitativa especializada.

Os indicadores quantitativos podem corrigir tendências enviesadas da avaliação por pares e facilitar a deliberação. Nesse sentido, devem fortalecer a revisão por pares já emitir julgamentos sobre colegas é difícil sem uma série de informações relevantes. No entanto, os avaliadores não devem ceder à tentação de basear suas decisões apenas em números. Os indicadores não devem substituir o juízo informado. Os tomadores de decisão têm plena responsabilidade por suas avaliações.

  1. Medir o desempenho de acordo com a missão da instituição, do grupo ou do pesquisador.

Os objetivos de um programa de pesquisa devem ser indicados no início, e os indicadores utilizados para avaliar seu desempenho devem estar claramente vinculados a esses objetivos. A escolha dos indicadores e de como eles são utilizados deve levar em conta o contexto socioeconômico e cultural mais amplo. Os cientistas tem diversas missões de pesquisa. A pesquisa que avança as fronteiras do conhecimento acadêmico difere da pesquisa que é focada em proporcionar soluções para os problemas da sociedade. A avaliação pode ser baseada em méritos relevantes para as políticas públicas, para a indústria ou para os cidadãos em geral, em vez de méritos baseados em noções acadêmicas de excelência. Não existe um modelo único de avaliação que se aplique a todos os contextos.

  1. Proteger a excelência da pesquisa localmente relevante.

Em muitas partes do mundo, a excelência da pesquisa é associada à publicação no idioma Inglês. A lei espanhola, por exemplo, menciona explicitamente a conveniência de que os pesquisadores espanhóis publiquem em revistas de alto impacto. O Fator de Impacto é calculado na Web of Science, que indexa principalmente os periódicos com base nos Estados Unidos e em língua inglesa.

Este viés é particularmente problemático para as Ciências Sociais e Humanidades, áreas mais orientadas para a pesquisa de temas regionais e nacionais. Muitas outras áreas possuem uma dimensão nacional ou regional – a exemplo da Epidemiologia do HIV na África subsaariana.

Este pluralismo e a relevância para a sociedade tendem a ser suprimidos quando se criam artigos de interesse para os guardiões do alto impacto: as revistas em Inglês. Os sociólogos espanhóis altamente citados na Web of Science têm trabalhado com modelos abstratos ou com dados dos Estados Unidos. Neste processo, perde-se a especificidade dos sociólogos em revistas espanholas de alto impacto: temas como leis trabalhistas locais, serviços de saúde familiar para idosos ou empregabilidade de imigrantes (5). Os indicadores baseados nas revistas de alta qualidade publicadas em outros idiomas diferentes do Inglês devem identificar e premiar as áreas de pesquisa de interesse local.

  1. Manter a coleta de dados e os processos analíticos abertos, transparentes e simples.

A construção das bases de dados necessárias para a avaliação deve observar regras claramente definidas e fixadas antes da conclusão da pesquisa. Esta era a prática comum entre os grupos acadêmicos e comerciais que desenvolveram metodologias de avaliação bibliométrica ao longo de muitas décadas. Tais grupos referenciaram protocolos publicados na literatura revisada por pares. Esta transparência possibilitou o escrutínio das metodologias. Por exemplo, em 2010, o debate público sobre as propriedades técnicas de um importante indicador utilizado por um dos nossos grupos (o Centro de Estudos de Ciência e Tecnologia – Centre for Science and Technology Studies, CWTS, da Universidade de Leiden, na Holanda) levou a uma revisão no cálculo deste indicador (6). Os novos operadores do setor privado devem seguir os mesmos padrões; ninguém deve aceitar avaliações saídas de uma caixa-preta.

A simplicidade é uma virtude em um indicador, pois favorece a transparência. Mas métricas simplistas podem promover distorções (ver princípio 7). Os avaliadores devem se esforçar para encontrar o equilíbrio com base em indicadores simples que espelhem com exatidão a complexidade do processo de investigação.

  1. Permitir que os avaliados verifiquem os dados e as análises.

Para garantir a qualidade dos dados, todos os pesquisadores incluídos em estudos bibliométricos deveriam poder verificar se suas produções foram corretamente identificadas. Todos os que dirigem e administram os processos de avaliação devem assegurar a precisão dos dados, através de verificação própria ou auditoria de terceiros. As universidades poderiam implementar esse princípio em seus sistemas de informação sobre a pesquisa, o que deveria ser um princípio norteador na seleção de fornecedores desses sistemas. A coleta e processamento de dados precisos e de alta qualidade demandam tempo e dinheiro e devem ser considerados no orçamento institucional.

  1. Considerar as diferenças entre áreas nas práticas de publicação e citação.

A melhor prática de avaliação é selecionar um conjunto de possíveis indicadores e permitir que as distintas áreas escolham aqueles que lhes são mais adequados.  Há alguns anos, um grupo europeu de historiadores recebeu uma classificação relativamente baixa em uma avaliação nacional por pares, porque escreviam livros em vez de artigos em revistas indexadas na WoS. Estes historiadores tiveram o azar de fazer parte de um departamento de Psicologia. Historiadores e cientistas sociais precisam que os livros e a literatura publicada no idioma nacional sejam incluídos na contagem de publicações; já os cientistas da computação esperam que seus trabalhos apresentados em eventos e conferências sejam levados em conta.

Os valores de citações variam por área: as revistas melhor avaliadas em Matemática têm Fator de Impacto por volta de 3; já as revistas melhor avaliadas em Biologia Celular tem Fator de Impacto em torno de 30. Portanto, é necessário o uso de indicadores normalizados, e o método de normalização mais confiável é baseado em percentuais: cada artigo é ponderado segundo o percentual a que pertence na distribuição de citações em sua área (os melhores 1%, 10% ou 20%, por exemplo). Uma única publicação altamente citada melhora ligeiramente a posição de uma universidade em um ranking baseado em indicadores percentuais, mas pode impulsionar a universidade de uma posição mediana para as primeiras posições em um ranking baseado em médias de citação (7).

  1. Basear a avaliação de pesquisadores individuais no juízo qualitativo da sua carreira.

Quanto mais idade você tem, maior será o seu Índice h, mesmo que não publique novos artigos. O Índice h varia por área: os pesquisadores das Ciências da Vida chegam ao topo com 200; os físicos com 100 e cientistas sociais com 20 a 30 (8). Depende da base de dados: há pesquisadores em Ciência da Computação que têm um Índice h de cerca de 10 na WoS, mas de 20 a 30 no Google Scholar (9). Ler e julgar o trabalho de um pesquisador é muito mais adequado do que depender de um número. Mesmo quando se compara um grande número de pesquisadores, uma abordagem que considere informações diversas sobre o conhecimento, experiência, atividades e influência de cada indivíduo é a melhor.

  1. Evite solidez mal colocada e falsa precisão.

Indicadores de ciência e tecnologia são propensos à ambiguidade conceitual e à incerteza, e demandam fortes suposições que não são universalmente aceitas. O significado das contagens de citações, por exemplo, tem sido amplamente discutido. Assim, a melhor prática de avaliação utiliza indicadores múltiplos para fornecer uma imagem mais robusta e plural da pesquisa. Se as incertezas e os erros podem ser quantificados, esta informação deve acompanhar os valores dos indicadores publicados, usando barras de erro, por exemplo. Se isso não for possível, os produtores de indicadores deveriam, pelo menos, evitar a falsa precisão. Por exemplo, o Fator de Impacto de revistas é publicado com três casas decimais para evitar empates. No entanto, dada a ambiguidade conceitual e a variabilidade aleatória das contagens de citações, não faz sentido distinguir as revistas com base em diferenças mínimas do Fator de Impacto. Evite a falsa precisão: apenas uma casa decimal se justifica.

  1. Reconhecer os efeitos sistêmicos da avaliação e dos indicadores.

Os indicadores mudam o sistema da pesquisa por meio dos incentivos que estabelecem. Estes efeitos devem ser previstos. Isto significa que um conjunto de indicadores é sempre preferível – um único indicador convida a burlas ou a desvios do objetivo (em que a medida se torna um fim em si). Por exemplo, na década de 1990, a Austrália financiou a pesquisa universitária através de uma fórmula baseada sobretudo no número de artigos publicados pelas instituições. As universidades poderiam calcular o “valor” de um artigo em uma revista revisada por pares; em 2000, o valor era de estimados AUS$ 800 (em torno de US$ 480) para o financiamento da pesquisa. Previsivelmente, o número de artigos publicados por pesquisadores australianos subiu, mas em revistas menos citadas, sugerindo uma queda na qualidade dos artigos (10).

  1. Examinar e atualizar os indicadores regularmente.

A missão da pesquisa e os objetivos da avaliação mudam, e o próprio sistema de pesquisa evolui junto. Medidas que anteriormente  eram úteis se tornam inadequadas e surgem novos indicadores. Os sistemas de indicadores têm de ser revistos e talvez modificados. Percebendo os efeitos de sua fórmula simplista, em 2010 a Austrália introduziu a iniciativa “Excelência na Pesquisa para a Austrália” (Excellence in Research for Australia), mais complexa e com ênfase na qualidade.

Próximos passos

Respeitando esses dez princípios, a avaliação da pesquisa pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento da ciência e de suas interações com a sociedade. As métricas da pesquisa podem fornecer informações cruciais que seriam difíceis de reunir ou entender por especialistas individuais. Mas não se deve permitir que essa informação quantitativa se transforme de instrumento em um fim em si.

As melhores decisões são tomadas através da combinação de estatísticas robustas com sensibilidade para a finalidade e a natureza da pesquisa que é avaliada. Tanto a evidência quantitativa quanto a qualitativa são necessárias; cada uma é objetiva à sua maneira. A tomada de decisão na ciência deve ser baseada em processos de alta qualidade informados por dados da mais alta qualidade.

Referências

  1. WOUTERS, P. The citation: From culture to infrastructure. In: CRONIN, B.; SUGIMOTO, C. (Eds.). Beyond Bibliometrics: Harnessing Multidimensional Indicators of Scholarly Impact. Cambridge, MA: MIT Press, 2014. p. 47–66.
  2. SHAO, J.; SHEN, H. The outflow of academic papers from China: why is it happening and can it be stemmed? Learned Publishing, v. 24, p. 95–97, 2011.
  3. SEGLEN, P. O. Why the impact factor of journals should not be used for evaluating research. British Medical Journal, v. 314, n. 7079, p. 498–502, 1997.
  4. Garfield, E. J. The history and meaning of the journal impact factor. Journal of the American Medical Association, v. 95, n. 1, p. 90–93, 2006.
  5. LÓPEZ PIÑEIRO, C.; HICKS, D. Reception of Spanish sociology by domestic and foreign audiences differs and has consequences for evaluation. Research Evaluation, v. 24, n. 1, p. 78–89, 2014.
  6. VAN RAAN, A. F. J.; VAN LEEUWEN, T. N.; VISSER, M. S. et al. Rivals for the crown: Reply to Opthof and Leydesdorff. Journal of Informetrics, v. 4, n. 3, p. 431–435, 2010.
  7. WALTMAN, L.; CALERO-MEDINA, C.; KOSTEN, J. et al. The Leiden Ranking 2011/2012: Data Collection, Indicators, and Interpretation. Journal of the American Society for Information Science and Technology, v. 63, n. 12, p. 2419-2432, 2012.
  8. HIRSCH, J. E. An index to quantify an individual’s scientific research output. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, v. 102, n. 46, p. 16569-16572, 2005.
  9. BAR-ILAN, J. Which h-index?—A comparison of WoS, Scopus and Google Scholar. Scientometrics, v. 74, n. 2, p. 257–271, 2008.
  10. BUTLER, L. Explaining Australia’s increased share of ISI publications—the effects of a funding formula based on publication counts. Research Policy, v. 32, p. 143–155, 2003.
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Odalice Priosti (2017)

Faleceu no passado dia 25, Odalice Miranda Priosti, uma das fundadoras do Ecomuseu de Santa Cruz, no rio de Janeiro.

Na sequência da conferencia do Rio, em 1992, onde as questões ambientais ganharam relevância nos processos patrimonais, Odalice Priosti e colaboradores criaram o Ecomuseu de Santa Cruz, uma experiencia pioneira de museologia popular participada no Rio de Janeiro

Odalice esteve em Portugal em 2007, onde participou na XII Conferencia Internacional do MINOM. Aí apresentou uma síntese da sua atividade.

Esteve em 2016  em MIlão no Forum dos Ecomuseus. Traduziu para Português o Compromisso de Milão sobre as Paisagens Culturais

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‘‘Os Princípios de Dublin’’ do ICOMOS-TICCIH

Princípios conjuntos do ICOMOS–TICCIH para a Conservação de Sítios, Estruturas, Áreas e Paisagens de Património Industrial

‘‘Os Princípios de Dublin’’

Aprovados na 17.ª Assembleia Geral do ICOMOS em 28 de Novembro de 2011

Introdução

Em todo o mundo, uma grande diversidade de sítios, estruturas, complexos, cidades e povoados, áreas, paisagens ou itinerários, constituem o testemunho de actividades humanas de extracção e de produção industrial. Em muitos locais, este património ainda se encontra em utilização e a industrialização constitui também um processo activo imbuído de um sentido de continuidade histórica, enquanto que noutros lugares esse património consiste nos vestígios arqueológicos de actividades e tecnologias passadas. Para além do património material associado aos processos e tecnologia industrial, da engenharia, da arquitectura ou do urbanismo, este património contempla também múltiplas dimensões imateriais plasmadas no saberfazer, nas memórias ou na vida social dos trabalhadores e das suas comunidades.

O processo global de industrialização observado durante os dois últimos séculos constitui uma etapa maior da história humana fazendo com que o seu património seja especialmente significativo e decisivo para o mundo contemporâneo. Os precursores e os inícios da industrialização podem-se reconhecer em numerosas partes do mundo, remontando a períodos mais antigos, através de sítios arqueológicos ou em actividade, e a nossa atenção estende-se a quaisquer exemplos desse processo e do seu património. Contudo, para os nossos objectivos, os interesses primordiais destes Princípios conjuntos coincidem com as noções comuns de Revolução Industrial da era contemporânea, que se caracteriza por uma produção original e especializada, transporte e geração de energia ou aproveitando processos e tecnologias, comércio e interacções de negócios, incluindo novos padrões sociais e culturais.

O património industrial é extremadamente vulnerável e frequentemente encontra-se em risco; muitas vezes perde-se por falta de consciência, de conhecimento, de reconhecimento ou de protecção, mas também pelo efeito de uma economia em mutação, de percepções negativas, de questões ambientais ou devido às suas grandes dimensões e complexidade. Contudo, ao prolongar o ciclo de vida das estruturas existentes, assim como do investimento energético que elas representam, constata-se que a conservação do património industrial construído pode auxiliar a alcançar as metas de um desenvolvimento sustentável a nível local, nacional e internacional. Deste modo, a conservação do património industrial influencia os aspectos sociais, físicos e ambientais do desenvolvimento, e como tal deveria ser reconhecida.

Nas últimas décadas, a crescente investigação, a cooperação internacional e interdisciplinar, assim como iniciativas comunitárias, contribuíram consideravelmente para uma maior valorização do património industrial e a um aumento da colaboração entre administradores, partes interessadas e profissionais da área da conservação. Este progresso deveu-se a um conjunto de referências e directrizes internacionais desenvolvidas pelo ICOMOS — o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios — e à implementação de recomendações e documentos internacionais, como a Convenção do Património Mundial, aprovada pela UNESCO em 1972.

Em 2003, o Comité Internacional para a Conservação do Património Industrial (TICCIH) adoptou a Carta de Nizhny Tagil sobre o Património Industrial, o primeiro texto de referência internacional reconhecido para orientar a protecção e a conservação nesta área.

Reconhecendo a natureza singular do património industrial, juntamente com os problemas e ameaças que o afectam como resultado da sua relação com os contextos económicos, legais, culturais e ambientais contemporâneos, o ICOMOS e o TICCIH, desejam ampliar a sua cooperação, adoptando e promovendo a difusão e a utilização dos seguintes Princípios para auxiliar no conhecimento, protecção, conservação e valorização do património industrial como parte do património das sociedades humanas de todo o mundo.

  1. Definição: O património industrial abrange os sítios, estruturas, complexos, territórios e paisagens, assim como os equipamentos, os objectos ou os documentos relacionados, que testemunhem os antigos ou actuais processos de produção industrial, a extracção e a transformação de matérias-primas, e as infraestruturas energéticas ou de transporte que lhes estão associadas. O património industrial revela uma conexão profunda entre o meio cultural e natural envolvente, enquanto que os processos industriais — quer sejam antigos ou modernos — dependem de recursos naturais, de energia e de redes de transporte, para poderem produzir e distribuir os produtos a amplos mercados. Este património compreende activos fixos e variáveis, para além de dimensões imateriais, tais como os saber-fazer técnicos, a organização do trabalho e dos trabalhadores, ou um complexo legado de práticas sociais e culturais resultantes da influência da indústria na vida das comunidades, as quais provocaram decisivas mudanças organizacionais em sociedades inteiras e no mundo em geral.
  2. A grande diversidade dos sítios de património industrial resulta das suas funções, das suas formas, e da sua evolução ao longo do tempo. Muitos deles são representativos de processos, tecnologias, assim como de condições regionais ou históricas, enquanto que outros constituem realizações notáveis de alcance mundial. Outros são sítios de operações complexas e múltiplas ou sistemas cujos diversos componentes são interdependentes, e muitas vezes provenientes de diferentes tecnologias e períodos históricos. O significado e o valor do património industrial são específicos das estruturas ou dos próprios sítios, do seu tecido material, das suas componentes, da sua maquinaria e contexto, expressos na paisagem industrial, na documentação escrita, e também nas dimensões imateriais contidas nas memórias, artes e costumes.

I — Estudar e compreender as estruturas, sítios, áreas e paisagens industriais e o seu valor patrimonial

  1. Investigar e documentar estruturas, sítios, paisagens industriais, assim como maquinaria, equipamentos, arquivos ou as suas dimensões imateriais, é essencial para a sua identificação, conservação e avaliação do seu significado e valor patrimonial. As destrezas e conhecimentos humanos envolvidos nos processos industriais antigos revestem-se da maior importância para a conservação e devem ser considerados nos processos de avaliação patrimonial.
  2. A investigação e a documentação de sítios e estruturas de património industrial devem abordar as suas dimensões históricas, tecnológicas e socioeconómicas a fim de proporcionar uma base integrada para a sua conservação e gestão. A identificação da importância dos sítios ou estruturas de património industrial requer uma abordagem interdisciplinar apoiada numa investigação e em programas educativos. Esta abordagem deve beneficiar de uma diversidade de fontes de conhecimento e de informação, incluindo o inventário e o registo do sítio, a investigação histórica e arqueológica, a análise de materiais e paisagens, e a história oral e / ou pesquisa em arquivos públicos, empresariais ou privados. Devem ser incentivadas a investigação e a preservação de registos documentais, arquivos de empresas, planos de construção, e espécimes de produtos industriais. A avaliação e a análise dos documentos devem ser realizadas por um especialista do tipo de indústria com a qual estão associados, capaz de determinar o significado e a importância do património em questão. A participação de cidadãos, comunidades e outros sectores interessados constitui também parte integrante deste exercício.
  3. O conhecimento aprofundado da história industrial e socioeconómica de uma cidade, de uma região ou de um país, assim como dos seus vínculos com outras partes do mundo é necessário para compreender o valor patrimonial das estruturas ou dos sítios industriais. Estudos de contexto industrial único, estudos tipológicos ou regionais, realizados numa perspectiva comparativa, voltados para sectores ou tecnologias industriais importantes, são muito úteis para avaliar o valor patrimonial inerente a estruturas individuais, sítios, áreas ou paisagens. Estes estudos devem ser acessíveis e pesquisáveis pelo público, por académicos assim como por gestores.

II — Assegurar uma eficaz proteção conservação de estruturas, sítios, áreas e paisagens de património industrial

  1. É necessário adoptar e implementar, de forma apropriada, políticas adequadas e medidas legais e administrativas para proteger e garantir a conservação dos sítios e estruturas de património industrial, incluindo a sua maquinaria e documentação. Essas medidas devem ter em consideração a estreita relação que existe entre o património industrial, a produção industrial e a economia, em particular no que diz respeito às normas para empresas e investimentos, negócios ou propriedade intelectual, tais como patentes e normas aplicáveis às operações industriais activas.
  2. Devem realizar-se inventários integrados e listagens de estruturas em sítios, áreas, paisagens e seu meio envolvente, considerando objectos, documentos, desenhos e arquivos ou património imaterial, e utilizá-los para assegurar a eficácia das políticas de gestão e de conservação, assim como das medidas de proteção. Os bens assim inventariados devem poder contar com um reconhecimento legal, e de iniciativas que assegurem uma adequada gestão e conservação para garantir que a sua importância, integridade e autenticidade sejam mantidas. No caso de um património industrial identificado através de uma descoberta fortuita, deve ser concedida uma protecção provisória para permitir o tempo necessário a uma adequada avaliação patrimonial.
  3. No caso das estruturas industriais ou de sítios de importância patrimonial que se encontram em actividade, deve reconhecer-se que o seu contínuo uso e funcionamento pode retirar algum do seu significado patrimonial e, por conseguinte, devem-se proporcionar condições adequadas para a sua sustentabilidade física e económica, como instalações operacionais de produção ou de extracção. Ao implementar regulamentos actuais, tais como códigos de construção, requisitos ambientais ou estratégias de redução de risco para enfrentar as ameaças de origem natural ou humana, as suas características técnicas específicas devem ser respeitadas.
  4. Tendo em vista a especial importância da completude e da integridade funcional para o significado das estruturas e dos sítios de património industrial, as medidas de proteção devem ser aplicadas aos edifícios e seus conteúdos. O seu valor patrimonial pode ser grandemente ameaçado ou diminuído se máquinas ou outros componentes importantes forem removidos, ou se elementos acessórios que façam parte do todo sejam destruídos. Deve ser estabelecido um sistema jurídico e administrativo sólido para permitir que as autoridades actuem rapidamente quando sítios e complexos de património industrial cessam a laboração, a fim de prevenir a remoção ou destruição de elementos significativos, como máquinas, objectos industriais, documentos ou outros elementos de interesse.

III — Conservar e manter as estruturas, sítios, áreas e paisagens de património industrial

  1. A manutenção do uso original ou de uma nova utilização compatível constitui a solução de conservação mais frequente e, muitas vezes, a mais sustentável para assegurar a conservação de sítios ou estruturas de património industrial. Os novos usos devem respeitar os elementos significativos existentes, como os equipamentos, os padrões de circulação ou a distribuição das actividades. São necessários conhecimentos especializados para garantir que os valores patrimoniais sejam adequadamente considerados e respeitados na gestão da utilização sustentável desses sítios e estruturas de património industrial. Os códigos de construção, as medidas de redução de riscos de sinistro, os regulamentos ambientais ou industriais, juntamente com outras normas e disposições, devem ser adequadamente implementados, para respeitar as dimensões do património, quando forem concretizadas através de intervenções físicas.
  2. Sempre que possível, as intervenções físicas devem ser reversíveis e respeitar o carácter histórico do sítio, e os vestígios ou marcas que para tal contribuem. Todas as alterações devem ser documentadas. A reversão para um estado prévio conhecido pode ser aceitável em circunstâncias excepcionais para fins educativos, devendo nesse caso basear-se num aprofundado trabalho de pesquisa e documentação. O desmantelamento e a deslocação só são aceitáveis em casos extraordinários, quando a destruição do sítio é exigida por imperativas necessidades económicas ou sociais, objetivamente demonstradas.
  3. Em caso de obsolescência, desmantelamento e / ou adaptação de sítios ou estruturas industriais de interesse patrimonial, os processos industriais devem ser documentados, particularmente quando os seus componentes tiverem de ser demolidos e as máquinas removidas. A sua forma material, o seu funcionamento e localização, assim como a sua função no processo industrial, devem ser exaustivamente documentadas. Histórias orais e / ou escritas de pessoas ligadas a estes processos de trabalho devem ser também recolhidas.

IV — Apresentar e comunicar as dimensões e os valores patrimoniais de estruturas, sítios, áreas e paisagens industriais para aumentar a consciencialização pública e empresarial e apoiar a educação e a investigação

  1. O património industrial constitui uma fonte de aprendizagem que precisa de ser comunicada nas suas múltiplas dimensões. Ele ilustra aspectos importantes da história local, nacional e internacional e as interações através dos tempos e das culturas. Isto é revelador das aptidões inventivas relacionadas com os desenvolvimentos científicos e tecnológicos, e também com a evolução dos movimentos sociais e artísticos. A consciencialização e a compreensão públicas e empresariais do património industrial são meios importantes para alcançar a sua conservação bem-sucedida.
  2. Deve ser encorajada a criação e manutenção de programas e equipamentos, tais como visitas a sítios activos de património industrial e a apresentação das suas operações, bem como os relatos e o património imaterial associados à sua história, maquinaria e processos industriais, museus industriais ou de cidade e centros de interpretação, exposições, publicações, websites, itinerários regionais ou transfronteiriços, como meio para aumentar a consciencialização e valorização do património industrial em toda a riqueza do seu ignificado para as sociedades contemporâneas. Idealmente, estes programas e equipamentos deveriam estar localizados nos mesmos locais patrimoniais onde o processo de industrialização ocorreu onde ele pode ser melhor comunicado. Além disso, sempre que possível, as instituições nacionais e internacionais nas áreas de pesquisa e conservação do património devem ser capacitadas para utilizar estes programas e equipamentos como unidades educativas para o público em geral e para as comunidades profissionais.

[Tradução da responsabilidade da APPI — Associação Portuguesa para o Património Industrial]

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